05 junho, 2022

“Solo Christus” 5 Solas de Lutero (Ex-Protestante destrói a heresia)

No tempo em que nos importa viver, no qual os ventos do ecumenismo tornam a soprar cada vez com mais firmeza, não é nada fácil tentar dizer três ou quatro verdades sobre os nossos “irmãos separados”. Eu, que durante nove anos de minha vida fui protestante, sei como é estar dos dois lados da cerca. É uma experiência inegavelmente peculiar. Apesar de encontrarmos do lado protestante uma grande maioria que julga que o catolicismo romano não é cristão, do lado católico não observamos com abundância aqueles que colocam em dúvida a natureza cristã do protestantismo. Sem querer valorizar demais, posto que não vale a pena, a opinião anti-católica deste grupo de protestantes, creio ser necessário comentarmos alguns pontos chave para que os católicos em geral, ou pelo menos aqueles que mantém um contato maior com protestantes, reconheçam que deveriam ser menos otimistas quanto à existência de um elemento cristão genuíno no cristianismo protestante.

Desde seu surgimento, na reforma, o protestantismo elaborou uma série de lemas que se tornaram verdadeiros dogmas de fé do cristianismo protestante. Analisaremos um desses lemas, e vejamos o que ocorre na prática.

Solo Christus

A princípio nada haveria de me opor a esta doutrina essencial da fé cristã pela qual reconhecemos que a figura e a pessoa de Jesus Cristo é, por si só, o centro de nossa vida e esperança. Indubitavelmente, sem Cristo não há cristianismo. Contudo, acontece que na Bíblia ocorre uma realidade muito clara: uma vez que Jesus Cristo se encarnou e fundou sua Igreja não podemos mais separar a realidade de Cristo com a realidade da Igreja. A Palavra de Deus é clara neste ponto: A Igreja é o Corpo de Cristo (Cl 1,18). Diz mais: A Igreja é a Sua Plenitude (Ef 1,23). Quem persegue a Igreja, persegue o Cristo (At 9,1-6) e, caso a relação não esteja suficientemente nítida, podemos perceber que a relação entre Cristo e a Igreja é um mistério ao qual São Paulo compara ao mistério da união entre o homem e a mulher (Ef 5,31-32).

Portanto, dizemos a verdade se ensinamos que não pode crer em “Solo Christus” aquele que aceita o Cristo, mas rejeita a Igreja, indissoluvelmente unida a Ele por toda a eternidade. Por isso o Símbolo Niceno-Constantinopolitano afirma em um de seus pontos: “Creio na Santa Igreja Católica e apostólica”; Ou seja, desde a antiguidade era demonstrado que a fé ou crença na Igreja era parte da fé cristã. E se o Cristo em pessoa afirmou, sobre o matrimônio, que “o que Deus uniu o homem não separe”, mais ainda devemos crer que a união de Cristo com a Igreja está selada eternamente por vontade divina.

Se isto está claro, cabe aqui uma pergunta: atacar a unidade da Igreja não é exatamente o mesmo que atacar o Cristo? É cristão, portanto, dividir o corpo de Cristo em milhares de fragmentos? Ou, pelo contrário, a divisão da unidade do corpo de Cristo não é a arma mais poderosa que satanás poderia se servir durante a história da Igreja?

Quando era protestante, eu via como secundário este assunto de unidade da Igreja e, acima de tudo, sacrificável ao “deus” da pureza doutrinária. Ou seja, a verdadeira doutrina expressa “somente na Bíblia” está um tesouro de muito mais valor que a unidade visível da Igreja de Cristo. Porém não era somente isso. Assim como a imensa maioria dos protestantes, eu tinha um conceito sobre a Igreja que não se acha em lugar nenhum da Bíblia, a não ser através de interpretações torcidas e contorcidas. É o que eu chamo de conceito “docetista” da Igreja, onde se tira a noção de que possa haver uma Igreja visível, organizada e hierarquizada, para se aceitar uma Igreja desorganizada, invisível, pseudo-etérea, sem unidade orgânica real.

Sem muita demora, vejamos o que diz a Bíblia sobre a Igreja:

1-    Cristo deixou muito claro que a unidade dos cristãos deveria ser semelhante à sua unidade com o Pai e que por essa unidade o mundo deveria crer.

2-    A Igreja teria uma hierarquia muito bem definida: apóstolos, entre eles Pedro, o primeiro, e logo os bispos e anciãos (presbíteros).

3-    A Igreja adotaria um sistema de análise chamado Conciliar, tal e como se vê em Atos 15, com o particular fato de que Pedro iniciou os debates sobre os temas em pauta naquele concílio. Além disso, as disposições do Concílio eram de aceitação obrigatória por toda a Igreja.

4-     Os apóstolos eram intolerantes com aqueles que causavam divisões. Encabeçados por Paulo, que teve que se depara com os “denominacionalismos” de Corinto (1Cor 1,10-13). Também ele deu a Tito uma ordem bem clara sobre o que ele deveria fazer com aqueles que causassem divisões. Deveria admoestá-los primeiro e depois expulsá-los da Igreja, porque haviam-se pervertido (Tt 3,10-11). Judas (Jd 19) coloca que os que causam divisão não possuem o Espírito. E, digamos alto e claro, o apóstolo João mostra em 1Jo 2,18-19 que os que saem da Igreja são anti-cristos, ainda que alguns queiram interpretar este versículo de uma forma mais suave.

Bem, alguém deve estar se perguntando: “E o que tem a ver isto tudo com o protestantismo e ‘Solo Christus‘?”.

Respondo: Tem tudo a ver! E mais: o protestante que entende esta realidade, se é honesto e inteligente, necessariamente tem de deixar de ser protestante, a menos que queira pecar gravemente contra Deus.

É evidente que um sistema religioso que afirma aceitar inteiramente o Cristo e todo o seu ensinamento, mas que leva em sua essência o vírus mortal da divisão do corpo de Cristo, somente pode ser definida como anti-cristo. Anti-cristã. Não há justificativa alguma ao fato de que o protestantismo tem sido absolutamente incapaz de manter uma unidade eclesial interna minimamente respeitável. Quando os protestantes se insurgem em apontar, com seus tratados e comentários bíblicos, os erros doutrinários do catolicismo, não se dão conta que a simples existência de uma miríade de denominações protestantes independentes umas das outras é, nos seus olhos, uma trave de proporções apocalípticas.

Parece forte dizer isso, mas a verdade é que o protestantismo é a negação de Cristo desde o momento em que, na prática, nega a existência de uma só Igreja de Cristo, com uma só fé, com um só batismo e um só credo. E, negando a existência dessa Igreja, que é o corpo de Cristo, está se negando o próprio Cristo, ainda que inconscientemente. Ponto final!

Se o protestantismo tivesse a capacidade de ter se organizado em uma só denominação, poderíamos hoje contemplar a reforma de um prisma totalmente diferente. Porém, a reforma não foi o que pretendia ser, senão o maior levante de aniquilação da Igreja, com a desculpa de uma verdadeira mudança. Aproveitaram da fraqueza da Igreja da época para tentar destruí-la por completo, mas, graças a Deus, foi na fraqueza que a Igreja despertou com força para novos desafios, ainda que lhe custasse muito recuperar o que havia perdido com a corrupção interna e os desajustes doutrinais e externos.


Para finalizar, ainda me caberia verificar muitas das ramificações desse desastre que é o protestantismo para a cristandade, mas me contentarei em assinalar pelo menos algumas poucas incoerências da agressiva dinâmica dialética que os protestantes usam contra a Igreja Católica:

1-    Os protestantes rejeitam a Igreja Católica por não se basear somente na Bíblia. A verdade é que eles, que dizem basear-se somente na Bíblia, não conseguem chegar a um acordo sobre doutrinas como a Eucaristia, sacramentos, organização eclesial, doutrinas da graça e salvação (calvinismo e arminianismo), etc., etc., etc.

2-    Os protestantes atacam a Igreja Católica por valorizar o papel da Tradição, mas eles mesmos são escravos de suas próprias tradições interpretativas da Palavra de Deus. E, ainda por cima, aceitam grande parte da linguagem e do conteúdo doutrinal que a eles chegou através da…Tradição da Igreja (Trindade, Cânon da Bíblia, Filioque, Pecado Original, Domingo como dia do Senhor).

3-    Os protestantes usam a Bíblia como uma arma contra determinadas doutrinas e práticas católicas, porém nada dizem sobre o que essa mesma Bíblia fala sobre divisões na Igreja, tão presente nas suas igrejas.

4-    Os protestantes atacam a Igreja Católica acusando-na de possuir um sistema de governo ditatorial, porém resulta que boa parte das igrejas protestantes exercem uma tirania a nível denominacional que faria você rir da severidade disciplinar do cardeal Ratzinger.

Por fim, para não estender-me demais, terminarei com uma reflexão. Creio que tanto aqueles que nasceram numa família protestantes como aqueles que saíram da Igreja Católica para o protestantismo deveriam voltar com urgência para a Igreja de Cristo. É incompatível ser de Cristo e pertencer a um sistema religioso que está dividindo continuamente o corpo de Cristo, que nega o princípio da eficácia regeneradora que o Espírito Santo possui na sua condução da Igreja. Muitos protestantes nunca tinham sido defrontados com esta realidade que estou escrevendo. Outros tomaram conhecimento, mas resolveram continuar seguindo suas vidas separados da Igreja, e, portanto, apesar de se revoltarem ao ler isto, separados de Cristo.

É nossa missão evangelizá-los e/ou resistir às suas tentativas de levar católicos da Igreja de Cristo. Sem dúvida, muitos católicos precisam de um contato maior com Cristo, porém este encontro não se dá fora do Corpo de Cristo, nas igrejas protestantes, mas um encontro na Igreja do Cristo verdadeiro.

Por que o Sola Scriptura é uma piada demoníaca de mal gosto❓

 

2 Timóteo 3:16-17, “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja

perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.”

Com base nesse trecho muitos protestantes afirmam que devemos ter apenas as Sagradas Escrituras como fonte de todo o nosso conhecimento acerca de Deus. 

Ora, o problema é que o texto sequer diz isso! 

"TODA a Escritura é suficiente" é diferente de SOMENTE a escritura é suficiente. Até porque se tivéssemos o "somente", as Escrituras estariam em franca contradição. 

Quando a epístola nos diz "TODA", portanto, esqueçam Lutero e suas idiossincrasias e leiam como a Igreja SEMPRE leu, levando em conta TODA A ESCRITURA:

1º tripé: A bíblia diz: “Toda escritura é inspirada” (2 Tm 3,15-17). Católicos e protestantes acreditam nisso.  

2º tripé: A bíblia diz: “A Igreja é coluna e sustento da verdade” (1 Tm 3,15). Católicos acreditam nisso, protestantes, não. (MAGISTÉRIO)

3º tripé: A bíblia diz: “Eu vos louvo por (…) conservastes as tradições” (1 Cor 11,2) == “Ficai firmes; guardai as tradições que vos ensinamos oralmente” (2 Ts 2,15) == “Nós vos ordenamos (…) afasteis de todo irmão que leve vida (…) contrária a tradição” (2 Ts 3,6) == “Timóteo. Guarda o depósito” (1 Tm 6,20) == “O que de mim ouviste na presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fieis, que sejam idôneos para ensiná-lo a outros” (2 Tm 2,2). Católicos acreditam nisso, protestantes, não.  (DEPOSITUM FIDEI. A tradição!)

Os versículos utilizados, portanto, por muitos protestantes para justificar o Sola Scriptura, na verdade, dão um contratestemunho do princípio. 

As Escrituras devem ser vistas como uma espada afiada que é arma para os cristãos e que é ÚTIL para PERFEITAMENTE decepar toda e qualquer heresia que tente se instalar no Corpo de Cristo (Igreja). 

Entregar essa espada afiada a qualquer um foi o que o protestantismo fez e, fazendo-o, permitiu que tivéssemos o tanto de "cortes" e "recortes" feitos na verdadeira fé, geralmente guiados por homens tão "hábeis à espada" quanto um caranguejo com artrose.

A piada demoníaca fica com o fato de que a religião "do livro", depois da ressurreição de Cristo, era o judaísmo do Talmude, o mesmo que negou Cristo e o crucificou. 

Lembrem-se: A IGREJA é coluna e sustentáculo da verdade.  

Somente a Escritura❓

 

10 respostas rápidas para quem diz que “só vale o que está na Bíblia”

Para começar, nem a própria Bíblia diz que só vale o que está escrito nela.

Grosso modo, a “sola Scriptura” (“somente a Escritura”, em latim) é a tese protestante segundo a qual só vale doutrinalmente, o que está escrito na Bíblia. Algumas considerações sobre essa ideia:

1️⃣. A “Sola Scriptura” não é ensinada pela Bíblia.

A Escritura certamente é a base de toda verdade ( nisso concordamos com os protestantes), até mesmo a suprema base, mas não no sentido de se rejeitar a Igreja e a autoridade oficial da autêntica Tradição apostólica. A Bíblia não ensina isto. Os católicos concordam com os protestantes que a Escritura é materialmente suficiente. Em outras palavras, que todas as doutrinas de fé podem ser encontradas na Bíblia, ainda que implícitas e indiretas sob dedução. Mas nenhuma passagem indica que a Escritura seja a autoridade formal ou a regra de fé para os cristãos (suficiência formal), isolada da Igreja e da Tradição apostólica. A sola scriptura não pode nem ao menos ser deduzida a partir de passagens implícitas. Os protestantes tentam achá-las, mas esse esforço está destinado ao fracasso. Nunca o vi, e tenho debatido sobre ela com muitos, muitos protestantes desde minha conversão, há 13 anos.

2️⃣. “Palavra de Deus”

“Palavra” na Sagrada Escritura quase sempre se refere à proclamação oral de um profeta ou apóstolo. Os profetas falam a Palavra de Deus, sendo ou não esse discurso registrado sob forma escrita. Por exemplo, lemos em Jeremias 25, 3. 7-8: “…eis que vinte e três anos são decorridos desde que a palavra do Senhor me foi dirigida e que vo-la transmiti com assiduidade… Mas não me escutastes – oráculo do Senhor… Por isso, assim disse o Senhor dos exércitos: porque não me escutastes as palavras”.
Esta foi uma palavra de Deus tenha sido ela escrita ou não ou posteriormente declarada como Escritura Sagrada. Ela possui a mesma autoridade em forma escrita ou em forma proclamada. Da mesma forma isto é verdade para a pregação apostólica. Quando as frases “Palavra de Deus” ou “Palavra do Senhor” aparecem em Atos ou nas Epístolas, quase sempre se referem à pregação oral, e não à uma Escritura. Por exemplo:

1 Tes 2,13: Por isso é que também nós não cessamos de dar graças a Deus, porque recebestes a palavra de Deus, que de nós ouvistes, e a acolhestes, não como palavra de homens, mas como aquilo que realmente é, como palavra de Deus…
Se compararmos esta passagem com outra, escrita à mesma igreja, Paulo parece relacionar tradição e Palavra de Deus como sendo sinônimos:
2 Tes 3,6: …eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido.

3️⃣. Tradição não é uma palavra imoral.

Os protestantes costumam citar os versículos onde as tradições dos homens são condenadas (cf. Mt 15,2-6, Mc 7,8-13, Cl 2,8). E nós católicos concordamos. Mas não é só isso. A verdadeira tradição apostólica também é confirmada. Estas estão em total consistência e harmonia com a Escritura. Neste sentido, a Escritura é o “juízo final” da Tradição, mas não no sentido de que rejeita a Tradição e autoridade da Igreja. Aqui estão alguns versículos relevantes:
1 Cor 11,2: Eu vos felicito, porque em tudo vos lembrais de mim, e guardais as minhas instruções, tais como eu vo-las transmiti.
2 Tes 2,15: Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.
2 Tm 1,13-14: Toma por modelo os ensinamentos salutares que recebeste de mim…Guarda o precioso depósito, pela virtude do Espírito Santo que habita em nós.
2 Tm 2,2: O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros.
(Cf. Atos 2,42, que menciona “a doutrina dos apóstolos”)

4️⃣. Jesus e Paulo aceitaram Tradições orais e escritas não bíblicas.

Para defender a sola scriptura os protestantes alegam que Jesus e Paulo aceitavam a autoridade do Antigo Testamento. E é verdade, mas também é verdade que usaram outras autoridades, que ficaram de fora da revelação escrita. Por exemplo:
Mateus 2,23: a referência a “…será chamado Nazareno” não é encontrada no Antigo Testamento, nem foi transmitida “pelos profetas”. Entretanto, uma profecia, que é considerada como sendo uma “Mensagem de Deus”, foi transmitida de forma oral ao invés da forma escrita.
Mateus 23,2-3: Jesus diz que os escribas e fariseus possuem uma autoridade legítima pois “sentaram-se na cadeira de Moisés”. Esta frase, ou a sua ideia, não se encontra em lugar algum do Antigo Testamento. Nós a encontramos no (originalmente oral) Mishná, onde diversas doutrinas desde Moisés são transmitidas sucessivamente.
Dois exemplos do apóstolo Paulo:
Em 1 Coríntios 10,4, Paulo se refere a uma “pedra” que seguia os judeus na vastidão do Sinai. O Antigo Testamento não diz nada sobre tal miraculoso movimento, na passagem que se relaciona quando Moisés bate na rocha para fluir água (Ex 17,1-7; Nm 20,2-13). Mas a tradição rabínica sim.
2 Timóteo 3,8: “Como Janes e Jambres resistiram a Moisés…”. Esses dois homens não são encontrados pelas passagens do Antigo Testamento que estão relacionadas (Ex 7,8ss), nem em lugar algum do AT.

5️⃣. O Concílio de Jerusalém.

No Concílio de Jerusalém (At 15,6-30) vemos Pedro e Tiago falar com autoridade. Este concílio fez um pronunciamento firme (citando a Sagrada Escritura) que foi dirigida a todos os cristãos:
At 15,28-29: Com efeito, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor outro peso além do seguinte indispensável: que vos abstenhais das carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da impureza. Dessas coisas fareis bem de vos guardar conscienciosamente.
No capítulo seguinte, lemos que Paulo, Timóteo e Silas viajavam “passando pelas cidades”, e a Escritura diz que “…ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém” (At 16,4).
Isto é autoridade da Igreja em prática. Eles simplesmente declararam os decretos como sendo verdadeiros – com a autorização do próprio Espírito Santo. Por isso vemos na Bíblia um exemplo do dom da infalibilidade que a Igreja Católica declara para si mesma quando se reúne em concílio.

6️⃣. Fariseus, saduceus e tradições orais extra-bíblicas.

O cristianismo derivou de muitas maneiras da tradição farisaica do judaísmo. Os saduceus, por outro lado, eram muito mais heréticos. Rejeitaram a ressurreição futura e a alma, a vida após a morte, recompensas e retribuições, demônios e anjos, e o predestinacionismo. Os saduceus eram os teólogos liberais daquele tempo. Há referências a fariseus cristãos em Atos 15,5 e Filipenses 3,5, mas a Bíblia nunca menciona saduceus cristãos. Os saduceus rejeitaram também todo o ensino oral oficial, e criam essencialmente na sola scriptura. Assim nem os judeus (ortodoxos) do Antigo Testamento nem a igreja primitiva foram guiados pelo princípio da sola scriptura. Os fariseus (apesar de suas corrupções e excessos) eram os representantes principais da tradição judaica, e Jesus tanto como Paulo reconhecem isto.

7️⃣. Os Judeus do Antigo Testamento não acreditavam na sola Scriptura.

Dois exemplos:
Esdras 7,25-26: E tu, Esdras, segundo a sabedoria de teu Deus que te foi dada, estabelecerás juízes e magistrados para fazer justiça a todo o povo da outra banda do rio, a todos aqueles que conhecem as leis de teu Deus; e tu as ensinarás aos que não as conhecem. Todo o que não observar a lei de teu Deus e a lei do rei será castigado rigorosamente, seja com a morte, seja com o desterro, seja com uma multa, ou mesmo com a prisão.
Neemias 8,1-8: Esdras fez então a leitura da lei, na praça que ficava diante da porta da Água, desde a manhã até o meio-dia, na presença dos homens, mulheres e das (crianças) capazes de compreender; todos escutavam atentamente a leitura (v.3).
No v.7 vemos treze levitas que ajudavam Esdras e outros levitas explicavam a lei ao povo. Bem antes, podemos ver levitas exercendo a mesma função (2 Cr 17, 8-9); No v.8…liam distintamente no livro da lei de Deus, e explicavam o sentido, de maneira que se pudesse compreender a leitura.
Assim as pessoas compreenderam corretamente a lei (Ne 8,12), mas não sem muito auxílio – não meramente por ouvir. Do mesmo modo, no seu conjunto, a Bíblia não é por si completamente clara, mas requer o auxílio de mestres que são mais familiarizados com os estilos bíblicos, idioma hebreu, história, contexto, exegese e referências cruzadas, princípios hermenêuticos, línguas originais, etc. O Antigo Testamento, então, mostra uma tradição e uma necessidade obrigatórias por intérpretes oficiais, como no Novo Testamento:
At 8,27-28, 30-31: Filipe levantou-se e partiu…um etíope, eunuco…voltava sentado em seu carro, lendo o profeta Isaías. Filipe aproximou-se e ouviu que o eunuco lia o profeta Isaías, e perguntou-lhe: Porventura entendes o que estás lendo? Respondeu-lhe: Como é que posso, se não há alguém que mo explique?
2 Pd 1,20: Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.
2 Pd 3,15-16: …como também vosso caríssimo irmão Paulo vos escreveu, segundo o dom de sabedoria que lhe foi dado. …Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras.
Mc 4,33-34: Era por meio de numerosas parábolas desse gênero que ele lhes anunciava a palavra, conforme eram capazes de compreender. E não lhes falava, a não ser em parábolas; a sós, porém, explicava tudo a seus discípulos.

8️⃣. O “versículo de ouro” dos protestantes: 2 Timóteo 3,16-17.

Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.
Esta passagem não ensina a suficiência formal, que excluiria o papel de autoridade da Igreja e da Tradição em conjunto. Os protestantes extrapolam no texto o que não está lá. Se nós olharmos o contexto desta passagem, somente em Timóteo 2, Paulo faz a referência à tradição oral três vezes (1,13-14/ 2,2 e 3,14). E para usar uma analogia, vamos examinar uma passagem muito similar, Efésios 4,11-15:
A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo de Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito, a estatura da maturidade de Cristo. Para que não continuemos crianças ao sabor das ondas, agitados por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores. Mas, pela prática sincera da caridade, cresçamos em todos os sentidos, naquele que é a cabeça, Cristo.
Se 2 Timóteo 3 provasse a suficiência unicamente da Escritura, a seguir pela analogia, Efésios 4 provaria do mesmo modo a suficiência dos pastores, professores e assim por diante para o aperfeiçoamento dos cristãos. Em Ef 4,11-15 os cristãos são ensinados, edificados, trazidos à unidade e ao estado de homens feitos na maturidade de Cristo, e protegidos da confusão doutrinal por meio da função magisterial da Igreja. Esta é uma indicação muito mais forte do aperfeiçoamento dos homens do que 2 Timóteo 3,16-17, mas aqui a Escritura nem ao menos é citada como fonte de aperfeiçoamento.
Assim se todos os elementos não-bíblicos forem excluídos de Timóteo 2, a seguir, pela analogia, A Escritura teria que, logicamente, ser excluída em Efésios 4. É muito mais razoável reconhecer que a ausência de um ou mais elementos em uma passagem não significa que são inexistentes. A Igreja e a Escritura são ambos igualmente necessários e importantes para ensinar. E naturalmente esta é a doutrina católica.

9️⃣. Paulo afirma naturalmente que sua tradição possui autoridade e é infalível.

Do contrário, ele não aconselharia aos seus seguidores estarem atentos a não seguirem doutrinas enganosas. Ele escreveu, por exemplo:
2 Tes 3,14: Se alguém não obedecer ao que ordenamos por esta carta, notai-o e, para que ele se envergonhe, deixai de ter familiaridade com ele.
Rm 16,17: Rogo-vos, irmãos, que desconfieis daqueles que causam divisões e escândalos, apartando-se da doutrina que recebestes. Evitai-os!
Paulo não escreveu, por exemplo: “…doutrinas estas em oposição à mais bela, ampla e verdadeira mas não infalível doutrina que tendes sido ensinados…”

1️⃣0️⃣. A Sola Scriptura é, na verdade, uma definição circular.

Quando tudo está dito e feito, os protestantes que seguem a sola scriptura como sua regra de fé irão apelar para a Bíblia. Se perguntarmos porque alguém deveria crer que a doutrina de sua igreja deve ser seguida, ao contrário de alguma outra, irão apelar para o “claro ensinamento da Bíblia” e geralmente agirão como se nenhuma tradição estivesse por trás de sua própria interpretação.
É um fato similar às pessoas perante um debate judicial, quando ambas dizem “bem, nós estamos seguindo o que é constitucional, mas vocês não”. As constituições não são, assim como a Bíblia, suficientes por si mesmas para resolverem diferentes interpretações. Cortes e juízes são necessários, e seus decretos devem ser seguidos. As decisões da Suprema Corte não pode ser derrubadas a não ser por outra Suprema Corte futura ou por uma emenda constitucional. Em qualquer caso, há sempre uma decisão final que encerra o problema.
Mas os protestantes não entendem assim porque apelam a um princípio lógico de autointerpretação e a um livro (que sempre será interpretado por homens). Obviamente (dadas as divisões protestantes), simplesmente “ir à Bíblia” não tem funcionado. No final, o indivíduo não tem a segurança ou a certeza final no sistema protestante. Ele pode apenas “ir à Bíblia” por ele mesmo e talvez surgir com outra doutrina inovadora, que será colocado junto à coleção de doutrinas inovadoras do protestantismo. Outros ainda acreditam que sempre há uma verdade em qualquer disputa teológica, ou que podem adotar uma posição relativista ou indiferente, onde as contradições são “boas” ou onde as diferenças doutrinais são tão menores que essas diferenças “não importam”.
Entretanto a Bíblia não ensina que existam categorias “menores” de doutrinas, ou que se possa adotar um estilo livre de discordâncias. As divisões e o denominacionismo são vigorosamente condenadas. A única conclusão que podemos retirar da Bíblia é o “tripé”: a Bíblia, a Igreja e a Tradição, todas sendo necessárias para se chegar à verdade. Derrubando um dos três alicerces, ele desaba por inteiro.



Diálogo de uma protestante sobre A Santa Ceia e a ceia deles...

 Ao debater os ensinamentos da Igreja Catolica, os protestantes invariavelmente vão em busca do que dizem outros protestantes, fracassando assim, ao mesmo tempo, em ir à fonte dos ensinamentos católicos (na própria Igreja Católica) com o fim de encontrar a verdade sobre o que ela realmente ensina.


Ora, se fosse comprar um Ford, buscaria assessoria sobre o Ford junto a um vendendor da Chevrolet? O que me diria? Não, uma pessoa inteligente iria à fonte, ou seja, à concessionária Ford.

Então, por que os protestantes não procuram a Igreja Católica para tirar suas dúvidas sobre a doutrina Católica e encontrar a verdade ?
"Ignorar a Igreja Católica é ignorar a Cristo, pois a Igreja Catolica é Seu corpo " 📖Atos 9,2-4.

🚫Vocês Católicos são muito chatos e revanchistas, só porque chamamos a Eucaristia de vocês de bolacha branca, vocês agora ficam tirando onda de nosso lanche, ops...ceia.

Coloquei este pequeno texto abaixo para que se evite estas recíprocas ofensas à fé um dos outros, pois se você como evangélico(a) se sentiu ofendido, os Católicos também ficam ofendidos.

-Meu lanchinho, meu lanchinho, vou comer, vou comer...😁
-Aqueles "brindes" que ganhamos após fazer exame de sangue no hospital? 😁
-Degustação de supermercado?😁

-Deixa a galera lanchar em paz !!!😁

🚫PROTESTANTE PERGUNTA:

Sou evangélica e o que aprendi é que quando tomamos a ceia fazemos em mémoria de Jesus e que quando vocês tomam a ceia acreditam que realmente é o corpo e sangue de Cristo.Gostaria de saber que se realmente for assim então Cristo comeu sua própria carne e bebeu seu próprio sangue? Deus permitiria uma coisa dessa? E se realmente ocorre um milagre na hora que o padre levanta a hóstia e o cálice, por que não é visto aos nossos olhos já que um milagre é algo sobrenatural onde Deus manifesta o seu poder de algum modo? E se for tipo um milagre quer dizer que já virou algo trivial? E porque o vinho não é mais dado aos fiéis na hora da comunhão?Gostaria que o Sr. me respondesse a essas perguntas e de modo algum quero afrontar a religião católica com essas perguntas só quero simplesmente entender o que realmente significa a ceia. Que a paz do nosso Senhor Jesus Cristo lhe acompanhe sempre.
“A ceia é memorial, mas a presença de Jesus é real”

⭕CATÓLICO RESPONDE:

Prezada irmã, salve Maria, "Mãe de meu Senhor"  📖S. Lucas 1, 43

Você tem não uma, mas várias dúvidas, e que a impedem de aceitar a verdade sobre a presença real de Nosso Senhor na hóstia e no vinho consagrados.
Lutero e os demais reformadores negavam a transubstanciação e a presença real de formas diversas, pois o livre exame ensinado pelo monge rebelde leva cada um a defender o que ACHA, e não a verdade ensinada por Cristo.
Somente sobre este tema, um autor chegou a contar MAIS DE 200 INTERPRETAÇÕES protestantes diferentes, na época da reforma!
Qual delas é a correta, irmã? Qual linha protestante que você segue? É evidente que os protestantes não têm a verdade, pois a multidão de opiniões contraditórias é sinal de mentira, e não da verdade - que é única. Só a Igreja Católica possui a verdade, porque foi fundada por Cristo sobre Pedro, a quem o mesmo Cristo entregou a chaves do céu, e a quem prometeu sua assistência até o final dos tempos. Você então diz que os protestantes celebram apenas a memória de Jesus, porém Cristo não disse isso.
Cristo disse para os Apóstolos repetirem o que ele fez - FAZEI ISTO - em sua memória. Somente LEMBRAR de alguém, e FAZER ALGO EM LEMBRANÇA desta pessoa, é bem diferente, irmã. O caráter memorial não quer dizer que Cristo não está presente, mas que não está presente de forma VISÍVEL. Se você disser que Cristo não está presente de forma alguma, então o que Nosso Senhor prometeu aos Apóstolos perde o sentido:
"Estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos."
📖São Mateus, XXVIII, 20.

Se a celebração da ceia é memorial como os protestantes defendem, como Cristo poderia prometer estar com a Igreja? O que Nosso Senhor fez foi deixar uma cerimônia para que a Igreja renovasse o Seu sacrifício e aplicasse os méritos aos fiéis, pois sabia que iria para o céu, não estaria mais com os homens VISIVELMENTE. O fato de Cristo continuar presente na missa, sob as espécies de pão e vinho é, portanto, compatível com o caráter memorial. Só a interpretação legítima da Igreja pode harmonizar estes e os demais trechos sobre a Santa Ceia.

Respondendo sua outra dúvida, Cristo não comeu sua própria carne ou bebeu seu sangue, mas consagrou a hóstia e o vinho e os deu aos Apóstolos. Uma confusão imensa que fazem os protestantes é em relação ao verbo TOMAR, que eles entendem como sendo no sentido de COMER ou BEBER (tomar o alimento), e na verdade o TOMAR tem sentido de pegar, como fica claro na frase do Evangelho - Cristo tomou o pão em suas mãos.... Ou seja, Cristo PEGOU o pão, e depois o cálice, para os consagrar, e deu aos Apóstolos (TOMAI e COMEI) para que comessem sua carne e bebessem seu sangue, sob as espécies de pão e vinho.

🚫 Você pergunta ainda: "E se realmente ocorre um milagre na hora que o padre levanta a hóstia e o cálice, por que não é visto aos nossos olhos já que um milagre é algo sobrenatural onde Deus manifesta o seu poder de algum modo? E se for tipo um milagre quer dizer que já virou algo trivial?"
⭕ Ora, irmã, vemos no Evangelho milagres visíveis e invisíveis, ao contrário do que você afirma. E os milagres invisíveis são sempre SUPERIORES, como na cura do paralítico, em que Cristo perdoa os seus pecados (milagre invisível!) e também o cura de sua doença (milagre visível!).Também a multiplicação dos pães foi um milagre visível, para que os judeus se convencessem da divindade de Cristo. Mas o milagre maior é a eucaristia, que Cristo revela de modo inquestionável na seqüência desta cena, pois os judeus procuravam fazê-lo rei. (São João, VI). Neste capítulo do evangelista, Cristo diz que é o pão que veio do céu, e que sua carne é verdadeira comida e seu sangue verdadeira bebida, que é preciso comer sua carne, que quem não comer sua carne não terá vida eterna, mostrando que a eucaristia não é memorial, mas real. Aos judeus escandalizados, reafirma estas verdades, e São João relata que vários discípulos foram embora.Linguagem figurada? Não, irmã, Cristo foi absolutamente claro, deixando porém para revelar como se daria esta refeição de sua carne e seu sangue para a Santa Ceia.

🚫 O que vocês, protestantes, não conseguem distinguir é a finalidade dos milagres:

1)- Os visíveis são para os incrédulos, que precisam de algo material para se convencerem do poder divino.

2)- Já os milagres invisíveis são para os que têm a verdadeira fé, que confiam no poder de Deus, sem precisar conferir com os sentidos, pois o justo vive pela fé
📖Hebreus 10,38 e mais ainda:
“Felizes aqueles que NADA VIRAM, mas mesmo assim creram...” 📖João 20,29.

São Tomé é quem precisava ver para crer, e apesar de Cristo permitir que ele tocasse suas chagas (pois era Apóstolo), censurou sua incredulidade e disse que melhor eram aqueles que não viram e creram (portanto, que tinham fé). São Tomé então dá a belíssima profissão de fé, reconhecendo Cristo como Deus.E de forma alguma o milagre deixa de ser a manifestação do poder de Deus, ou algo que se torna algo trivial, pois só Deus pode fazê-lo!
Não sabemos de ninguém que possa suspender as leis da natureza, fazendo com que dois corpos venham ocupar o mesmo espaço, Jesus de forma sobrenatural com seu corpo, sangue, alma e divindade, vem ocupar as espécies eucarísticas por ANTONOMÁSIA. O que você não compreende, por causa do protestantismo, é a habitualidade com que Deus se digna nos servir de alimento, e neste ponto seria preciso lembrar o amor que Deus tem pelos homens, e a imensa gratidão que deveríamos ter para com Ele. Se você se surpreende com esta habitualidade, o que dizer do Êxodo, quando Deus conversava com Moisés face a face, e conduzia seu povo por meio de uma coluna de fogo durante à noite, e por meio de uma nuvem durante o dia, alimentando os judeus com o maná, figura da eucaristia? Deus ama os homens, e quer estar com eles. Por isso mandou seu Filho amado para pagar pelos homens, e reconciliá-los. Assim como na parábola das dez moedas, em que a mulher guarda as nove que estão garantidas (os nove coros de anjos) e acende a lâmpada para buscar a perdida (a Luz de Cristo, que vai em busca da décima moeda, a humanidade que se perdeu em Adão). A revolta protestante é que deturpou a visão de Deus, ora colocando-o como um carrasco terrível, ora como um Deus sentimental, e portanto injusto, mas nunca como o verdadeiro soberano justo e misericordioso que a Igreja Católica serve por 2000 anos, e ensinou a humanidade a conhecer, amar e servir, até que o monge alemão dividiu a cristandade, e plantou a semente do orgulho que até hoje causa inúmeras divisões. O mesmo Lutero que dizia ser justificada uma mentira, uma boa e grossa mentira, para se atingir os fins! E esta verdade é evidente nas Escrituras é que Cristo instituiu de fato a eucaristia, em que estando presente realmente, se nos dá em alimento. Basta ver o capítulo VI de S. João, as passagens dos Evangelistas sobre a Santa Ceia, e mais impressionante ainda, a exposição teológica de S. Paulo na carta aos Coríntios (capítulo XI), afirmando estas verdades, condenando aqueles que transformaram a missa em refeição, e mostrando a realidade do corpo de Cristo na eucaristia, dizendo que quem não distingue o CORPO DO SENHOR, come e bebe a própria condenação. Por fim, resta a questão da comunhão sob uma espécie.

🚫Você pergunta: "E porque o vinho não é mais dado aos fiéis na hora da comunhão?".

⭕ Ora, irmã, no pão, assim como no vinho, está Cristo presente inteiro em cada partícula e em cada gota. Portanto, o cuidado que se deve ter com o vinho consagrado é enorme, pois existe a possibilidade de gotas possam cair do cálice durante a comunhão; o qual é servido por prudência em celebrações menores. Por isso a Igreja sabiamente definiu a comunhão sob uma só espécie, pois Cristo está todo inteiro na hóstia, assim como está todo inteiro no cálice, pois a consagração do pão no corpo, implica que Cristo esteja inteiro e não separado, também com seu sangue, alma e divindade. Esta presença, que não se dá em virtude da consagração, se dá por concomitância real, ou seja, como Cristo não pode ser separado, onde está sua carne está seu sangue, alma e divindade. O mesmo se aplica ao vinho consagrado.




A conduta pessoal de um Papa é sempre perfeita❓


Não, já que o Papa, por mais santo que seja, é um homem mortal e sujeito a erros pessoais.

Ele é infalível somente quando ensina Ex-Cathedra.
(Ex- cathedra: com autoridade ou em tom doutoral (ex.: falar ex cathedra); a cadeira a que esta locução alude é a de São Pedro; quando o papa fala ex cathedra, é como chefe da Igreja.)

Esse fato dá aos católicos o direito de criticar o Papa publicamente, como se ele fosse um fulano qualquer?

Não, realmente não!

O bispo de Roma é o pai do povo católico... você exporia as lacunas de seu pai ou de sua mãe de forma pública?
Não acha que isso daria munição para seus inimigos rirem de você e de sua família?

"Mas e se eu julgo que o Papa deu uma declaração confusa ou imprecisa, em uma entrevista? Não posso descer a lenha nele nas redes sociais?".
Não, não pode!

Convenhamos, essa passagem não está na Bíblia só de enfeite:
"Não toqueis nos meus ungidos" (Sl 104,15).

Podemos até usar de uma fraqueza respeitosa, pontuando que talvez fosse melhor ele falar isso ou aquilo, que teria sido mais frutífero agir assim ou assado...

Mas esculhambar o Papa é pecado!

A não ser que você seja, assim... um sujeito com a moral de um São Paulo.
No livro dos Atos dos Apóstolos, afinal, vemos Paulo de Tarso jogando no ventilador a hipocrisia de São Pedro.
Mas se não está ainda nesse nível de santidade paulina, é melhor morder a língua mil vezes antes de usá-la para atacar o bispo de Roma.

Todo católico tem a obrigação sagrada de amar o Papa. E como age um cristão que ama o Papa? Assim, ó:

⚜obedece o Papa e todas as coisas, não somente nas questões dogmáticas;

⚜não fica discutindo de forma desrespeitosa as vontades do Papa;

⚜não fica contrapondo a opinião do Papa à opinião de outras pessoas;

⚜não se atreve a limitar o campo onde o Papa pode e deve exercer sua autoridade.

Tem muito católico aí que bate no peito se dizendo "tradicional", mas sua postura ácida contra o Papa o deixa muito mais próximo de um filho de Lutero!

Assim, contribuem para o "escândalo dos bons e para a ruína das almas".

Esse é o ensinamento de São Pio X.
Seu discurso é voltado para os padres, mas certamente serve para os leigos também.👇
***🇻🇦***

Papa São Pio X- Discurso aos Sacerdotes da União Apostólica.
18 de novembro de 1912
(https://www.vatican.va/content/pius-x/it/speeches/documents/hf_p-x_spe_19121118_unione-apostolica.html)

O Papa é o guardião do dogma e da moral; é o depositário dos princípios que formam honestas as famílias, grandes as nações, santas as almas; é o conselheiro dos príncipes e dos povos; é a cabeça sob a qual ninguém deve sentir-se tiranizado, pois representa o próprio Deus; ele é o pai por excelência, que em si reúne tudo o que pode haver de amável, de terno, de divino.
Parece inacreditável, e é contudo doloroso, que haja padres aos quais se deve fazer esta recomendação, mas nos nossos dias nós estamos infelizmente nesta dura e triste condição de dever dizer a padres: Amai o Papa!
E como se deve amar o Papa? Não por palavras somente, mas por atos e com sinceridade. (...) E se Nosso Senhor Jesus Cristo dizia de si mesmo: “Se alguém me ama, guardará minha palavra”, assim, para mostrar nosso amor ao Papa, é necessário obedecer.
É por isso que, quando se ama o Papa, não se fica a discutir sobre o que ele manda ou exige, a procurar até onde vai o dever rigoroso da obediência, e a marcar o limite dessa obrigação. Quando se ama o Papa, não se objeta que ele não falou muito claramente, como se ele fosse obrigado a repetir diretamente no ouvido de cada um sua vontade e de exprimi-la não somente de viva voz, mas cada vez por cartas e outros documentos públicos.
Não se põem em dúvida suas ordens, sob fácil pretexto, para quem não quer obedecer, de que elas não vieram diretamente dele, mas dos que o rodeiam! Não se limita o campo onde ele pode e deve exercer sua autoridade; não se opõe à autoridade do Papa a de outras pessoas, por muito doutas que elas sejam, que diferem da opinião com o Papa. Por outra parte, seja qual for sua ciência, falta-lhes santidade, pois não poderia haver santidade onde há dissentimento com o Papa.
É o desabafo de um coração dolorido… para deplorar a conduta de tantos padres que, não somente se permitem discutir e criticar as vontades do Papa, mas que não têm a receio de chegar a atos de desobediência imprudente e atrevida, para grande escândalo dos bons e para a ruína das almas.

"Opor-se ao Papa é estar fora da Igreja"  Cardeal Sarah

Então não podemos jamais difama-lo, isso é pecado de cisma.

O que é pecado de cisma?
É quem não se sujeita ao Papa.

No Cân. 751 diz:
Chama-se cisma a recusa da sujeição ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros a ela sujeitos.
Pecado grave e também delito canônico, cuja a pena é a excomunhão automático.

O problema da excomunhão automática é que, enquanto ela não é declarada por uma autoridade eclesiástica competente, é, na prática, como se não houvesse sido aplicada. Por isso muitos são abusados!

O grupo tem a missão de ensinar corretamente mesmo que não agrade alguns. Obrigada pela compreensão!
Salve Maria!

⚜DúvidasCatólicas (Esclarecendo dúvidas sobre a doutrina católica)⚜


Igreja Católica Apostólica Romana


Falso post. A igreja católica nunca aceitou a reencarnação.

 Falso post. 🤨😠👎 Refutação de poster: “A Igreja Católica e a reencarnação” Em mais um desses pôsteres simplistas feitos para enganar pess...