23 setembro, 2022

Falso post. A igreja católica nunca aceitou a reencarnação.

 Falso post. 🤨😠👎


Refutação de poster: “A Igreja Católica e a reencarnação”


Em mais um desses pôsteres simplistas feitos para enganar pessoas desinformadas, eis que se nos vem este, de um grupo espírita. Mas, será que o conteúdo é verdadeiro?


A doutrina da reencarnação deriva da antiguidade, originando-se no Oriente, mas também foi encontrada na Grécia antiga. Ela “nos ensina que a alma entra nessa vida, não como uma nova criação, mas depois de um longo curso de existências anteriores nesta terra e outras posições… e que está no seu caminho para futuras transformações e se encontra agora moldando-se a si mesma. ”


As reencarnações da alma são entendidas, segundo o espiritismo, como uma viagem de Deus para Deus. O objetivo é reabsorção do Uno. As crenças que formam o contexto oriental e ocidental do reencarnacionismo são claramente incompatíveis com cristianismo bíblico. Assim, o processo contra a reencarnação ser “cristão” vai muito além de suas implicações para a vida após a morte, e envolve muito mais do que algumas versículos escolhidos pela Bíblia. Em vez disso, toda a revelação bíblica em seu ensinamento sobre Deus, o mundo, o homem, do pecado e da salvação, se destaca como um todo contra o reencarnacionismo. A reencarnação é claramente uma impossibilidade, mesmo se considerarmos apenas os ensinamentos de Jesus Cristo registrados no Novo Testamento: os seus ensinamentos sobre a ressurreição do corpo, a morte, céu, inferno, e outros temas devastam qualquer tentativa de defender a reencarnação. Nos primeiros anos de existência da Igreja tal doutrina era indefensável mesmo que as evidências se restringissem ao cânon aceito das Escrituras. Conforme os anos passaram e os ensinamentos e as implicações cristianismo foram melhor compreendidos e mais plenamente expressos, o corpo de teologia em desenvolvimento providenciou um recurso rico para avaliar a confiabilidade das teorias teológicas. Na época de Orígenes e nos séculos depois dele não havia provas abundantes de que a reencarnação não tinha lugar na Revelação Divina.


Os fatos históricos não fornecem nenhuma base para essa afirmação do poster espírita. Na verdade, não houve Concilio em Nicéia em 553 AD. Os dois concílios ecumênicos de Nicéia (325 dC e 787 dC) tiveram lugar na cidade de Nicéia (daí seu nome) e não tratou da reencarnação. O que ocorreu no ano 553 foi o Concilio Ecumênico de Constantinopla. Mas os registros deste Concilio mostram que, também, não abordou o tema da reencarnação. Nenhum dos primeiros concílios trataram disso.


O mais próximo que o Concílio de Constantinopla passou a abordar da reencarnação foi que, em uma frase, condenou Orígenes, um escritor do início da Igreja, que acreditava existir almas no céu antes de vir à Terra para nascer. Os espíritas confundem essa crença na preexistência da alma com reencarnação e alegam que Orígenes era uma reencarnação. Na verdade, ele foi um dos primeiros escritores mais prolíficos contra a reencarnação! Orígenes é continuamente deturpado por adeptos do espiritismo e há muitas fontes que datam de antes 553 d.C., que demonstram que Pais e cristãos como S. Justino e S. Jerônimo já condenavam esta heresia, mesmo antes da doutrina da reencarnação ser supostamente “tirada da Bíblia e condenada pela Igreja Católica”. Outros primitivos teólogos, incluindo Irineu, Tertuliano e Gregório de Nissa, também rejeitaram explicitamente a ideia da reencarnação. Outro problema com esta teoria espírita é o fato de que os manuscritos da Bíblia existentes e que remontam ao século III, como o Papiro Bodmer (datada de cerca de 200-225), o Papiro Chester Beatty (datada de cerca de 200-250), Codex Vaticanus (datada de cerca de 325-350) e Codex Sinaiticus (datada de cerca de 340) são todos os documentos escritos séculos antes do Concilio de 533, e nenhum deles revelou qualquer suposto ensinamento reencarnacionista que foi removido em edições posteriores da Bíblia!


Leslie Weatherhead, por exemplo, afirmou que a reencarnação “foi aceita pela igreja primitiva pelos primeiros 500 anos de sua existência. Só no ano de 553 o Concílio de Constantinopla a rejeitou e só então por uma pequena maioria”  (O cristão agnóstico. Nashville, TN: Abingdon Press, 1972, 209-10, citado em John Hick, Morte e Vida Eterna. San Francisco, CA: Harper & Row, 1976, 39). Muitos reencarnacionistas afirmam que este concilio foi especificamente convocado pelo imperador romano Justiniano para condenar a reencarnação e apagar todas as referências a ele a partir da Bíblia.


Existem numerosas objeções que podem ser levantadas contra esta alegação. Primeiro, o cânon do Novo Testamento como o temos hoje foi finalizado, o mais tardar, no quarto século, como já temos explicado (desde o Concílio de Roma, em 382, com o Papa Dâmaso I). Na verdade, temos inúmeros manuscritos do Novo Testamento que datam entre o segundo e o quinto séculos, bem como manuscritos que datam desde muito mais tarde. Os textos dos manuscritos do Novo Testamento que datam de antes do sexto século não diferem significativamente daqueles que datam do século VI e mais tarde. Este fato por si só é uma prova de que os concílios de 553 não alteraram a Bíblia, a fim de suprimir a reencarnação ou qualquer outra crença, como falsamente alegam os espíritas.


Em segundo lugar, o Segundo Concilio de Constantinopla não teve nada a ver com a reencarnação, como dissemos. O principal item da agenda foi lidar com a heresia monofisita, que ensinava que o Cristo encarnado tinha apenas uma natureza (em vez das duas naturezas de divindade e humanidade como ensinadas pelo Novo Testamento e os Pais da Igreja). Neste mesmo concilio ou outros na mesma época foram lançadas uma lista de “anátemas” ou condenações contra (entre outras coisas) a noção da preexistência das almas (como ensinada em Orígenes e alguns de seus seguidores), mas não foi feita nenhuma menção da reencarnação, o que não era, evidentemente, nem mesmo um assunto vigente. (ver, por exemplo, os artigos de “Segundo Concilio de Constantinopla” e “Origenismo,” no The New International Dictionary of the Christian Church, ed. J.D. Douglas, 2d ed. Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing Co., 1978: 257, 734.


De fato, outros reencarnacionistas alegaram que, como há alguma dúvida de que o concilio em 553 não teve nada a ver com a reencarnação, não há nenhuma razão para considerar a reencarnação como oficialmente condenada pela igreja! Só que este argumento claramente ignora o fato de que os cristãos não acreditam na reencarnação, porque é contrário ao cristianismo bíblico, não porque eles pensam (erroneamente ou não) que foi condenado em 553.


Em conclusão, a reencarnação não foi certamente suprimida pela Igreja no século VI, ou em qualquer outro momento. Foi explicitamente rejeitada pelos líderes da igreja, desde meados do século II, e nunca foi levada a sério como uma crença que pudesse ser adotada pelos cristãos. A crença de Orígenes na preexistência das almas foi tratada como um aberração romântica pelos Padres da Igreja e os concilios que vieram depois dele. Os defensores da reencarnação tiveram que inventar textos inexistentes, interpolar palavras em outros textos, citar passagens anti-reencarnacionistas como se fossem de apoio de a doutrina e, em geral apresentar uma reconstrução mítica da história da Igreja primitiva história, a fim de alegar que a Igreja primitiva ensinava a reencarnação. Teorias que necessitam dessa defesa frágil podem seguramente ser consideradas falsas.


Em resumo, a Igreja Católica nunca adotou oficialmente a doutrina da reencarnação, mas vigorosamente se opôs e condenou o erro logo depois que começou a perturbar a Igreja.

Fonte: Comunidade Shalom

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Comentário em meu perfil:

Amadeu Pereira Pereira: Ester Alves e infelimente muitos católicos caem no engodo de Alan Kardec!!!...os problemas com a reencarnação são múltiplos e muito perigosos. CCC 1013 nos diz:


A morte é o fim da peregrinação terrestre do homem, do tempo de graça e misericórdia que Deus oferece a ele, de modo a elaborar sua vida terrena, de acordo com o plano divino, e a decidir seu destino final. Quando o único curso de nossa vida terrena" estiver completo, não voltaremos a outras vidas terrenas: É indicado que os homens morram uma vez. Não há reencarnação após a morte.


O CCC aqui cita Hebreus 9:27 Assim como é indicado que os seres humanos morrem uma vez, e depois disso o julgamento. A reencarnação implica múltiplas vidas e múltiplas mortes. Isso é um definitivo não-ir....


Mas a reencarnação não é apenas contradita em Hebreus 9:27; é também contradito pelo nosso próprio Senhor em João 8:23 :


Vc é de baixo, eu sou de cima; você é deste mundo, eu não sou deste mundo.


E São Paulo acrescenta, em I Coríntios. 15:47 :


O primeiro homem era da terra, um homem de pó; o segundo homem é do céu.


Somente Cristo é revelado nas Escrituras como tendo uma existência pré-humana, ou para ser do céu Os humanos são revelados como tendo vindo da terra ou deste mundo. Assim, dizemos que Jesus Cristo foi “ encarnado . Mas nem mesmo ele reencarnou . A reencarnação implica uma existência corporal prévia. Ou, como o termo indica, uma antiga existência carnal.


Filosoficamente falando, reencarnaçãoé impossível porque a alma é a forma do corpo. Em outras palavras, é a alma que “dá forma ao corpo” como é. Muitas pessoas confundem a “matéria” particular ou “o material” de que nosso corpo é feito agora com a essência do corpo. A verdade é que grande parte da matéria real de nossos corpos é alterada e renovada ao longo do tempo, mas permanecemos a mesma pessoa no processo. Enquanto algumas partes de nossos corpos não mudam (por exemplo, não temos novos neurónios em nossos cérebros  se os perdermos, eles desaparecem para sempre!...jamais a Igreja ensinou tal doutrina!!

22 setembro, 2022

Os mortos estão dormindo❓

Um texto longo e bem explicado. 


“E o pó volte à terra, como era, e o espírito volte a Deus que o deu” (Ecl 12,7).


Introdução


Nos tempos da Idade Média, um pequeno grupo ensinava uma doutrina que ficou conhecida como Psicopaniquia, isto é, sono da alma após a morte. Nos tempos da Reforma Protestante, os Anabatistas retomaram esta doutrina. Com o fim dos Anabatistas, a Psicopaniquia, retornou aos círculos cristãos com o surgimento dos Adventistas do Sétimo Dia. Esta doutrina nega que o homem seja formado por alma espiritual e corpo material, reduzindo o homem a um corpo que é animado ou mantido somente por funções orgânicas. Veremos se tal postulado encontra amparo nas Sagradas Escrituras e na Tradição dos Apóstolos.

A realidade dualística do homem

No livro do Gênesis encontramos a história da criação do mundo e dos seres viventes. Diz o Gênesis que “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente” (Gn 2,7) (grifos meus).

Neste versículo encontramos a primeira prova da natureza dualística do homem: a carne formada ?do barro da terra? e seu espírito que é “um sopro de vida”. Somente depois de dadas as duas coisas, diz o Gênesis que “o homem se tornou um ser vivente“.

Com efeito, sopro em hebraico é “nashamah“. É a mesma palavra usada no Deuteronômio onde lemos: “Quanto às cidades daqueles povos cuja possessão te dá o Senhor, teu Deus, não deixarás nelas alma viva [nashamah]” (Dt 20,16). Ver também 1 Reis 15,29.

Muitos são os exemplos na Escritura onde “nashmah” denota claramente o espírito que Deus deu ao homem, infiltrado no corpo humano através das suas narinas (cf. Gn 2,7) no momento da criação.

A inteligência da alma

Não é por acaso que a Psicologia estuda as faculdades intelectuais humanas. A palavra que no português conhecemos por “alma” não existe no hebraico. “Alma” vem do grego “psychein” que significa “soprar”. Deste verbo grego vem a palavra “psique” que significa “sopro”, que é raiz da palavra “psicologia”.

A etimologia da palavra “psicologia” nos remete à inteligência presente no espírito humano (“sopro”), pela qual recebemos nossas faculdades intelectuais.

Com efeito, a própria Revelação de Deus mostra que é pelo seu espírito que o homem possui inteligência, conforme vimos em Prov 20,27. A mesma verdade encontramos em Jó: “mas é o Espírito de Deus no homem, e um sopro [nashmah] do Todo-poderoso que torna inteligente” (Job 32,8).

Embora as faculdades do corpo como tato, olfato, audição e visão sejam responsáveis pela nossa interação com o mundo, é pelo espírito que temos inteligência; é dele que vem a nossa razão.

Por isso, sobre o espírito humano escreveu Salomão: “O espírito [nashamah] do homem é uma lâmpada do Senhor: ela penetra os mais íntimos recantos das entranhas” (Prov 20,27).

Concordando com Salomão, São Paulo ao escrever aos Romanos faz a relação entre espírito e razão: “Assim, pois, de um lado, pelo meu espírito, sou submisso à lei de Deus; de outro lado, por minha carne, sou escravo da lei do pecado” (Rm 7,26) (grifos meus).

As referências acima provam que o espírito humano é dotado de faculdades intelectuais.

A consciência dos mortos

Os psicopaniquianos negam a existência da alma. Para eles, homem é como um animal, sem alma, diferindo deste por possuir um cérebro mais evoluído (responsável pelas faculdades intelectuais) e também porque irá ressuscitar no dia do Juízo Final. Como vimos, tal tese é fortemente discordante dos ensinamentos bíblicos sobre o espírito humano.

Há aqueles que acreditam na existência da dualidade humana (espírito e corpo material), mas que ensinam que após a morte, a alma humana está sem consciência, pelo fato de lhe faltar o corpo que lhe comunicam os sentidos.

Primeiramente, como já dissemos, os sentidos comunicam o mundo material com o espírito humano. As faculdades intelectuais da alma independem do corpo. É por esta razão, que a Igreja Católica se opõe à morte dos anacéfalos (crianças que nascem sem cérebro), pois o homem não pode ser reduzido ao corpo, embora sem ele não esteja completo.

Os defensores do sono da alma apresentam os seguintes textos para defender sua tese:

“Enquanto [Jesus] ainda falava, chegou alguém da casa do chefe da sinagoga, anunciando: Tua filha morreu. Para que ainda incomodas o Mestre? Ouvindo Jesus a notícia que era transmitida, dirigiu-se ao chefe da sinagoga: Não temas; crê somente. E não permitiu que ninguém o acompanhasse, senão Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Ao chegar à casa do chefe da sinagoga, viu o alvoroço e os que estavam chorando e fazendo grandes lamentações. Ele entrou e disse-lhes: Por que todo esse barulho e esses choros? A menina não morreu. Ela está dormindo” (Mc 5,35-39) (grifos meus).

Ver também Mt 9,23-25 e Jo 11,11-14.

Ora, todos hão de concordar que a Sagrada Escritura é coesa em seu ensinamento doutrinal, embora sua letra muitas vezes se apresente contraditória aos olhos humanos. Porém essa contradição é aparente, normalmente quando o texto é lido fora de seu contexto.

È o próprio Cristo que numa parábola ensina que as almas dos falecidos não estão dormindo:

“Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico… Até os cães iam lamber-lhe as chagas. Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. E estando ele [o rico] nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. Gritou, então: – Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas. Abraão, porém, replicou: – Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento. Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá. O rico disse: – Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos,  para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos.  Abraão respondeu: – Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos! O rico replicou: – Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, arrepender-se-ão. Abraão respondeu-lhe: – Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos ” (Lc 16,20-31) (grifos meus).

Conforme o ensinamento do Senhor, aqueles que morrem na amizade de Deus são levados “pelos anjos ao seio de Abraão“, isto é, para o lugar dos justos. Enquanto os que morreram na inimizade de Deus estão “nos tormentos do inferno“.

O diálogo que há entre Abraão, Lázaro e o rico, mostra a consciência das almas após a morte, caso contrário não estariam dialogando.

Devemos nos lembrar que Jesus após a morte foi pregar o Evangelho às pessoas que morreram no tempo de Noé:

“Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água” (1Pe 3,18-20).

Ora, se a alma não existe ou está dormindo não faria o menor sentido Jesus ir pregar para elas, já que segundo nossos contendores, o homem após a morte só pode esperar a ressurreição. Temos provas da consciência dos mortos também em Ap 6,9-11 e Ap 20,4.

Infortúnio dos ímpios ou sono da alma?

Os adeptos do sono da alma ou da inconsciência dos mortos fundamentam sua tese principalmente nos versículos do Eclesiástico: “Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida” (Ecl 9,5), ou ainda “Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria” (Ecl 9,10). Para eles estes versículos são prova da inconsciência dos mortos.

Primeiramente, o livro do Eclesiastes trata da reflexão sobre a instabilidade da vida humana e a dúvida sobre o destino tanto dos justos quanto dos ímpios. Com efeito, o assunto tratado neste livro só encontra seu termo no livro da Sabedoria de Salomão, e sem este, o Eclesiastes está incompleto. Assim como a Revelação do Pentateuco encontra seu termo nos livros do tempo dos Juízes (Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel), o Livro da Sabedoria vem completar o que o Eclesiastes introduziu, mas que deixou em aberto.

O Livro da Sabedoria não se encontra nas Bíblias protestantes, isto limita a exposição da Verdade, já que escrevemos não só para católicos e ortodoxos (que aceitam como sagrado este livro), mas para todos os cristãos. Porém, isso não impede nosso trabalho. Pois, assim como os vegetarianos privam seu corpo de certas proteínas por causa de sua abstenção voluntária de carne, mas ainda sim podem ser nutridos por causa das vitaminas presentes nos vegetais; da mesma forma, ainda é possível expormos a Verdade através dos livros consensualmente aceitos. Melhor seria se todos aceitassem todas as fontes de alimento dispostas pelo Senhor, seja espiritual quanto material.

Em segundo lugar, a região dos mortos tratada no livro do Eclesiastes não é o lugar para onde se destinam todos os mortos, mas somente os ímpios. Tal é o testemunho do salmista: ?Minha alma está muito perturbada; vós, porém, Senhor, até quando?… Voltai, Senhor, livrai minha alma; salvai-me, pela vossa bondade. Porque no seio da morte não há quem de vós se lembre; quem vos glorificará na habitação dos mortos?” (Sl 6,3-6) (grifos meus).

Aqui o salmista pode a salvação de Deus (?livrai minha alma, salvai-me?), pois não deseja ter o mesmo destino dos ímpios, que estão longe de Deus e por estarem longe, não podem se lembrar do Senhor e nem glorificá-lo, pois já estão perdidos.

Este mesmo ensino é confirmado em outro salmo: “Acaso vossa bondade é exaltada no sepulcro, ou vossa fidelidade na região dos mortos? Serão nas trevas manifestadas as vossas maravilhas, e vossa bondade na terra do esquecimento?” (Sl 87,12-13) (grifos meus). Como se vê, a ?região dos mortos? na Escritura trata do destino dos ímpios (cf. Sl 9,18; Sl 30,18; Sl 54,16; Sl 87,4; Pr 5,1-5).

Mas, outro é o destino dos justos, conforme nos ensina Salomão: “O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos” (Pr 15,24) ou ainda: “Não poupes ao menino a correção: se tu o castigares com a vara, ele não morrerá, castigando-o com a vara, salvarás sua vida da morada dos mortos” (Pr 23,13-14).

Ora, se o justo após a morte não vai para a “região dos mortos” ou “morada dos mortos” para onde vai? Trataremos disto mais à frente, antes é preciso expormos o que significa o “sono” dos mortos do qual se referiu Jesus (cf. Mc 5,35-39; Mt 9,23-25; Jo 11,11-14).

Bem-aventurança dos justos

Quando a Escritura diz que alguém que morreu está dormindo, ou descansando, está se referindo à bem-aventurança alcançada por ter morrido na amizade de Deus, e não porque a alma esteja dormindo.

Na linguagem semítica utilizada pela Bíblia, o prêmio daqueles que permanecem fiéis a Deus é comparado a um descanso.

Os israelitas passaram 40 anos no deserto, após o Senhor tê-los libertado do cativeiro no Egito. Devido à grande murmuração do povo, nem todos chegaram à Terra Prometida. É o que recorda o Salmista:

“Não vos torneis endurecidos como em Meribá, como no dia de Massá no deserto, onde vossos pais me provocaram e me tentaram, apesar de terem visto as minhas obras. Durante quarenta anos desgostou-me aquela geração, e eu disse: É um povo de coração desviado, que não conhece os meus desígnios. Por isso, jurei na minha cólera: Não hão de entrar no lugar do meu repouso” (Sl 94,8-11) (grifos meus).

Também ensinou Isaías: “Aquele que à direita de Moisés atuou com o seu braço glorioso, e dividiu as águas diante dos seus para assegurar-se um renome eterno; e os conduziu através dos abismos, sem tropeçarem, como o cavalo em descampado. Como ao animal que desce ao vale, o espírito do Senhor os levava ao repouso. Foi assim que conduzistes vosso povo, para afirmar vosso glorioso renome” (Is 63,12-14).

O início desta teologia se encontra em Deuteronômio: “Quando tiverdes passado o Jordão e vos tiverdes estabelecido na terra que o Senhor, vosso Deus, vos dá em herança, e ele vos tiver dado repouso, livrando-vos dos inimigos que vos cercam, de sorte que vivais em segurança” (Dt 12,10) (grifos meus).

Povo chegou ao Jordão pelo comando de Josué, sucessor de Moisés. Moisés foi proibido de entrar na Terra Prometida por ter quebrado as primeiras tábuas dos Dez Mandamentos (cf. Ex 32,19; Dt 32,50-52; Dt  34,1-4).

Josué, testemunha em seu livro o cumprimento da promessa do Senhor: “E o Senhor deu-lhes repouso em todo o derredor de sua terra, como tinha jurado a seus pais; nenhum dos seus inimigos pôde resistir-lhes, pois o Senhor entregou-os todos nas suas mãos” (Js 21,44) (grifos meus).

A peregrinação que os Israelitas fizeram no deserto durante 40 anos e a posse da Terra Prometida dada aos fiéis, é figura da nossa peregrinação terrestre, na qual os que vencerem tomarão posse da Pátria do Povo de Deus, isto é, o Céu.

Este é o ensinamento que encontramos na Carta aos Hebreus:

“Se, pois, ele repete: Não entrarão no lugar do meu descanso [cf. Sl 94,11], é sinal de que outros são chamados a entrar nele. E como aqueles a quem primeiro foi anunciada a promessa não entraram por não ter tido a fé, Deus, após muitos anos, por meio de Davi, estabelece um novo dia, um hoje, ao pronunciar as palavras mencionadas: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. Se Josué lhes houvesse dado repouso, não teria depois disso falado dum outro dia. Por isso, resta um repouso sabático para o povo de Deus. E quem entrar nesse repouso descansará das suas obras, assim como descansou Deus das suas. Assim, apressemo-nos a entrar neste descanso para não cairmos por nossa vez na mesma incredulidade. Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,5-12) (grifos meus).

O autor chama o prêmio dos justos de “repouso sabático” pois o compara com o descanso de Deus após a criação, que se deu num sábado.

A Carta aos Hebreus, além de confirmar que o sono, repouso ou descanso dos justos é a posse da bem-aventurança, também dá testemunho da realidade dualística do homem: alma e corpo.

O ensinamento desta epístola é confirmado pelo salmista: “Apenas me deito, logo adormeço em paz, porque a segurança de meu repouso vem de vós só, Senhor” (Sl 4,9).

Também ensinou o Profeta Isaías: “Porque aqui está o que disse o Senhor Deus, o Santo de Israel: É na conversão e na calma que está a vossa salvação; é no repouso e na confiança que reside a vossa força” (Is 30,15).

Por isso que Jesus ao ressuscitar a filha do centurião (Mc 5,35-39), a filha do chefe da sinagoga (Mt 9,23-25) e Lázaro (cf. Jo 11,11-14), diz que estão dormindo. Pois, morreram na amizade de Deus. Se fossem ímpios Jesus não os ressuscitaria, pois já estariam perdidos. Mas, antes mortos e agora ressuscitados, serviriam como testemunhas da Majestade de Jesus, tanto por terem visto o Céu quanto por serem ressurretos.

O destino do espírito após a morte do corpo

Veja o que ensina o Salmo: “Este é o destino dos que estultamente em si confiam, tal é o fim dos que só vivem em delícias. Como um rebanho serão postos no lugar dos mortos; a morte é seu pastor e os justos dominarão sobre eles. Depressa desaparecerão suas figuras, a região dos mortos será sua morada. Deus, porém, livrará minha alma da habitação dos mortos, tomando-me consigo” (Sl 48,14-16) (grifos meus).

Como vimos o Salmo ensina que o justo é tomado por Deus, isto é, seu destino é o Céu.

Interessante é também notar que aqueles que citam os versículos 5 e 10 do capítulo 9 do Eclesiástico, parecem que não terminaram de ler esse livro. Com efeito, no último capítulo encontramos a confirmação do ensinamento do salmo 48: “E o pó volte à terra, como era, e o espírito volte a Deus que o deu” (Ecl 12,7) (grifos meus).

Vimos no Gênesis que Deus formou Adão do pó da terra e depois lhe deu o espírito. Segundo o Eclesiastes, o corpo dos mortos (pó) volta à terra e o espírito vai para Deus.

Jesus na parábola do Lázaro e do rico (cf. Lc 16,20-31)  ensina que o justo é levado à presença de Deus pelos anjos, enquanto o ímpio é jogado no inferno. Estamos falando do espírito humano, pois os dois ressuscitarão no Dia do Senhor (volta de Cristo); o primeiro para a Glória Eterna, o segundo para o Castigo Eterno.

“Mas, cheio do Espírito Santo, Estêvão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus: Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus.  Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele. Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo. E apedrejavam Estêvão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7,55-59) (grifos meus).

Com efeito, Santo Estêvão sabia que seu espírito não estaria dormindo após sua morte, mas que seria levado a Deus.

São Paulo também ensinou que os espíritos dos justos estão na presença de Deus: “Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo para ir habitar junto do Senhor. É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe” (2 Cor 5,8-9).

Como poderiam os justos esforçarem-se para agradar a Deus após a morte se estivessem dormindo? Ou ainda, como poderiam ausentar-se do corpo e “ir habitar junto do Senhor” se o espírito dos justos não voltassem para Deus que os deu (cf. Ecl 12,7)?

Testemunhos Primitivos

Agora traremos à tona a Memória Cristã, transcrevendo alguns testemunhos primitivos sobre a Fé recebida dos Apóstolos sobre a consciência dos mortos.

?Portanto, supliquemos também nós pelos que se encontram em alguma falha, a fim de que lhe sejam concedias moderação e humildade, e para que cedam, não a nós, e sim à vontade de Deus. Então, quando nos lembrarmos deles com espírito de misericórdia diante de Deus e dos santos, nossa oração produzirá frutos e será perfeita […]? (Primeira Carta de Clemente aos Coríntios, 56. São Clemente, Papa. 90 d.C) (grifos meus).

São Clemente foi discípulo pessoal de São Paulo (cf. Fl 4,3) e o terceiro sucessor de São Pedro, no Episcopado da Igreja de Roma. Ora, se para os primeiros cristãos os justos estivessem ?dormindo?, ele não pediria aos fiéis para apresentarem suas orações diante de Deus e dos santos.

?Meus espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus […]? (Carta ao Tralianos, 13. Santo Inácio, Bispo de Antioquia. 107 d.C) (grifos meus).

Santo Inácio foi discípulo pessoal de Pedro e Paulo. Era também chamado pelos antigos cristãos de Teósforo, que significa “Carregado por Deus”, por ser a criança que Cristo pega no colo em Mc 9,36. Com efeito, se os Apóstolos Pedro e Paulo tivessem ensinado a Inácio que os mortos ?dormem?, ele não acreditaria que os justos estão diante de Deus intercedendo pelos que ainda não completaram o caminho da vida (cf. Ap 6,9-11; Ap 20,4). Mas, ele não só crê, mas ensina que quando chegar ao Céu estará ainda a serviço de Deus pelos que estão aqui na terra.

“Portanto, eu vos exorto a todos, para que obedeçais à palavra da justiça e sejais constantes em toda a perseverança, que vistes com os próprios olhos, não só nos bem-aventurados Inácio, Zózimo e Rufo, mas ainda em outros que são do vosso meio, no próprio Paulo e nos demais apóstolos. Estejam persuadidos de que nenhum desses correu em vão, mas na fé e na justiça, e que eles estão no lugar que lhes é devido junto ao Senhor, com o qual sofrefram. Eles não amaram este mundo, mas aquele que morreu por nós e que Deus ressuscitou para nós” (Segunda Carta aos Filipenses, 9. São Policarpo, Bispo de Esmirna. 160 d.C) (grifos meus).

São Policarpo, foi discípulo pessoal de São João Apóstolos e segundo a Tradição, instituído pelo próprio São João, Bispo de Esmirna (na Turquia). Assim como São Clemente e Santo Inácio, São Policarpo, outro discípulo pessoal dos apóstolos não ensinou o “sono da alma”. Mas que após a morte os justos se encontram “no lugar que lhes é devido junto ao Senhor“.

“O Senhor ensinou clarissimamente que as lamas não só perduram sem passar de corpo em corpo, mas conservam imutadas as características dos corpos em que foram colocadas e se lembram das ações que fizeram aqui na terra e daquelas que deixaram de fazer. É o que está escrito na história do rico e de Lázaro que repousava no seio de Abraão. Nela se diz que o rico, depois da morte, conhecia tanto Lázaro como Abraão e que cada um estava no lugar a ele destinado. O rico pedia a Lázaro, ao qual tinha recusado até as migalhas que caíam de sua mesa, que o socorresse; com a sua resposta, Abraão mostrava conhecer não somente Lázaro, mas também o rico e ordenava que aqueles que não quisessem ir para aquele lugar de tormentos escutassem Moisés e os profetas antes de esperar o anúncio de alguém ressuscitado dos mortos. Tudo isso supõe clarissimamente que as almas permanecem, sem passar de corpo em corpo, que possuem as características do ser humano, de sorte que podem ser reconhecidas e que se recordam das coisas daqui de baixo; que também Abraão possuía o dom da profecia e que cada alma recebe o lugar merecido mesmo antes do dia do juízo” (Contra as Heresias, II,34,1. Santo Ireneu, Bispo de Lião. 202 d.C.) (grifos meus).

Santo Ireneu foi discípulo de São Policarpo. Com sua ortodoxia, ele combate de uma só vez os erros da reencarnação, da inconsciência da alma e da negação do juízo particular pelo qual todos passam logo após a morte.

Há muitos outros testemunhos dos discípulos pessoais dos apóstolos, mas transcrevi aqui as palavras daqueles que os antigos consideravam os mais importantes e fiéis à Tradição dos Apóstolos.

Conclusão

A pregação dos Apóstolos é o fundamento da nossa fé, conforme ensinou São Paulo: “Conseqüentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus” (Ef 2,19-20) (grifos meus).

As Sagradas Letras são pedras que foram bem dispostas conforme a Arquitetura que Cristo confiou a seus Apóstolos, resultando no edifício da Fé. Mas o inimigo promove outro tipo de construção, convencendo muitas pessoas sinceras, pois utiliza as mesmas pedras, porém, com planta diversa daquela deixada pelos Apóstolos.

Ora, os Apóstolos constituíram bispos no mundo inteiro, deixaram seus discípulos para darem continuidade à sua obra. Com efeito, São Paulo ensinou: “Segundo a graça que Deus me deu, como sábio arquiteto lancei o fundamento, mas outro edifica sobre ele” (1 Cor 3,10).

Vimos que os discípulos dos Apóstolos deram continuidade à obra de seus mentores, fundamentando-se na Fé da consciência da alma e não no “sono” desta. Este é o testemunho da Sagrada Escritura e da Memória Cristã.


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Provas Bíblias que os Santos estão no Céu e não dormindo.


desde os primórdios da Igreja ela acredita na imortalidade da alma, e que cada pessoa é julgada por Deus, imediatamente após a morte, recebendo já o seu destino eterno. E isto é muito claro nas Sagradas Escrituras.A Carta aos Hebreus diz claramente, “como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”. (Hb 9,27)Quando Algum católico diz que os cristãos mortos vão para o céu logo após a morte, comumente alguns protestantes nos deparam com essa passagem, João 3, 13, dizendo que ai Jesus diz que ninguém subiu ao céu, ou seja que todos os Cristãos mortos estão dormitando, mas será que Jesus realmente quis dizer isso? Para entendermos temos que ler o contexto e os versículos anteriores: "Em verdade, em verdade te digo: dizemos o que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas não recebeis o nosso testemunho. Se vos tenho falado das coisas terrenas e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais? 13. Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem." (João 3, 11-12)Jesus Estava está falando de que ai? De pessoas que não subirão ao céu até o julgamento final ou do conhecimento das coisas divinas que Ele veio nos Revelar?Não se trata de ascensão, olha verbo no passado “SUBIU”.Cristo ainda estava na terra quando falou isso, onde está escrito na bíblia que Ele desceu e depois subiu antes da ressurreição?Cristo faz alusão a textos como Dt 30, 12; Br 3, 29; Pr 30, 4;“vindo do céu, ele pode dar-nos a conhecer os mistérios da vontade divina”. (Rm 10, 6) (cf. Sb 8, 16-17).Quando Jesus fala que só Ele subiu, usa a expressão “Céu” no singular, e não céus. Porque Ele foi o único a subir ao Céu dos céus (1.º Rs 8, 27). O mais alto dos céus. Visto que há diferentes níveis de céu (2.ª Cor 12, 1-3). Elias e Enoc foram arrebatados para o alto, então Jesus não poderia afirmar que só Ele havia subido (Gn 5:24; 2.º Rs 2). O que Ele afirma é que foi o único a subir ao mais alto Céu, à Direita do Pai (Ap 12:5) e descendo nos revelou os mistérios de Deus.Depois da morte e ressurreição de Cristo o céu foi aberto a todos e Cristo levou as almas que morreram na servidão divina consigo para o céu, pois antes todos estavam no XEOL."Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo, pelo que diz: Quando subiu ao alto, levou muitos cativos[ou cativeiro], cumulou de dons os homens (Sl 67,19). Ora, que quer dizer ele subiu, senão que antes havia descido a esta terra?Aquele que desceu é também o que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas." (Efésios 4, 7-10) [colchetes meus]XEOL é o nome hebraico dado no AT para os “infernos”, “abismo” ou “morada dos mortos” (Gn 37,35; Is 38,18). Julgava-se que o Xeol ficava debaixo da terra.“Desceram vivos à morada dos mortos, eles e tudo o que possuíam; cobriu-os a terra, e desapareceram da assembléia.” (Números 16, 33.)Jesus, ao morrer, desceu ao Xeol (At 2,24-31; Rm 10,6-7; Ef 4,8-10) para anunciar aos mortos a sua vitória sobre a morte pela ressurreição (Ap 1,18; Mt 27,51-53; 1Pd 3,19s)."Pois dele diz Davi: Eu via sempre o Senhor perto de mim, pois ele está à minha direita, para que eu não seja abalado. Alegrou-se por isso o meu coração e a minha língua exultou. Sim,também a minha carne repousará na esperança, pois não deixarás a minha alma na região dos mortos, nem permitirás que o teu santo conheça a corrupção. Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria com a visão de tua face (Sl 15,8-11). " (Atos 2, 25-28)Não preciso citar mais versículos para provar que depois de Jesus, os servos de Deus vão para o céu em alma repousar no “seio de Abraão”, ACORDADOS. Só mais duas pra completar:“Mas, cheio do Espírito Santo, Estevão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus: Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus. Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele. Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo. E apedrejavam Estevão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7,55-59)Estevão foi pra onde?“Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo para ir habitar junto do Senhor. É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe” (2 Cor 5,8-9)Uma pessoa dormindo agrada a Deus?Mas Alguem pode Objetar dizendo que isso não prova nada dos santos, quer dizer, da intercessão dos Santos, pois bem, vamos lá:Os que morreram por Deus e pelo Evangelho também aparecem bem vivos, acordados e tendo acesso direto para clamar ao Pai. (Lc 9, 28-31; Ap 6, 9-10).Ora, como Elias e Moisés apareceram glorificados para Cristo conversando com ele? (Lc 9, 28-31) Se eles não soubessem de nada e estivessem dormindo como eles falariam do êxodo e saberiam que Cristo ainda não tinha sido crucificado e até mesmo que aquele homem era o Messias?"Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários.E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?" (Apocalipse 6, 9-10)Ai diz que a multidão clamava por Justiça e estava sob o altar. Como eles saberiam que ainda não tinha se consumado tudo? Como eles saberiam que Deus ainda não tinha executado a vingança contra os habitantes da terra? Como eles estariam no sob o altar, se não estão no céu? E como eles poderiam Clamar por justiça dormindo?De fato no Antigo Testamento todos os que morriam não tinham esperança alguma de Céu, e nada sabiam sobre o que acontecia aqui neste mundo, debaixo do sol: A Terra (Ecle 9:5) e sequer podiam rezar por alguém (Sl 115:17)nem louvar a Deus (Is 38,18-19). E muito menos sabiam dos fatos do Céu. Mas, Jesus fez uma Obra de Redenção plena e mudou esta realidade. Foi pregar aos que estavam na Região dos Mortos desde a criação do mundo até Sua Crucificação (1.ª Pd 3, 18-20; 4, 5-6). Vencendo a morte levou muitos deles para o Céu (Sl 68:19; Ef 4). Moisés foi agraciado antecipadamente, pois, morreu, mas, seu corpo foi levado para o Céu, e lá ele foi vivificado e glorificado na carne (Dt 34, 5-6; Judas 1, 9).


E mais.


"Quando, enfim, abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu cerca de meia hora. Eu vi os sete Anjos que assistem diante de Deus. Foram-lhes dadas sete trombetas.Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus." (Apocalipse 8, 1-4)


Quando a Igreja canoniza e diz que alguém é “santo” ela não está delegando poderes, a essa pessoa, de milagres nem nada, muito pelo contrario, a Igreja apenas reconheci que essa pessoa está no céu com Deus e portanto pode orar por nós junto a Deus, devido a sua vida, sua historia , testemunho e milagres de Deus realizados em vida por meio delas, a Igreja reconheci isso! Mas santos não só são esses, todos nós (cristãos) somos santos, por que Deus é santo.(Lv 19:2; 20:7; I Pd 1:16)A intercessão dos Santos é em oração, pois eles só podem fazer isso! A Igreja católica não acredita na mediação de Santo algum como a mediação de Jesus 1 Tm 2, 5-6, lendo esse capítulo todo iremos entender o que Paulo queria dizer com isso!Quanto a Salvação a Igreja Católica tem um só pensamento:“PAI, … a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o Deus único verdadeiro, e aquele que enviaste, Jesus Cristo” (Jo 17,3). “Deus, nosso Salvador … quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2,3-4). ” “Não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4,12), afora o nome de JESUS.” (Prólogo do Catecismo da Igreja Católica).“Nenhum homem, ainda que o mais santo, tinha condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens, e de oferecer-se em sacrifício por todos.” (Catecismo Igreja Católica. Parágrafo 616)Ou seja, não cremos que somos salvos por santo (a) algum(a), nem por Maria, e nem por Papa algum! Eles podem sim nos mostrar a Salvação em Jesus Cristo, assim como você e eu também podemos.ESSA É PARA OS PROTESTANTES:

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NOTAS:

O LIVRO DO APOCALIPSE REVELA COISAS QUE ACONTECERAM E QUE IRÃO ACONTECER.

VAMOS AS PROVAS BÍBLICAS:

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NOTAS:

Muitas coisas do apocalipse JÁ ACONTECERAM.

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ASSIM ESTÁ ESCRITO NO APOCALIPSE, 1,19. “Escreve, pois, o que viste, tanto as coisas ATUAIS como as futuras”.

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AGORA VEJA QUE EM, APOCALIPSE, 6,9-10.

AS ALMAS DOS JUSTOS estão INTERCEDENDO por justiça na terra e ainda esperam que se complete o numero DOS IRMÃOS MORTOS. (Ap, 6,11).

TAMBÉM É MOSTRADO A grande núpcia do cordeiro só acontecerá em, APOCALIPSE, 21.

Mas antes disso já era mostrando os santos NO CÉU APOCALIPSE, 19,1.

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A BÍBLIA DIZ QUE:

Depois disso, ouvi NO CÉU como que um imenso coro que cantava: Aleluia!

A nosso Deus a salvação, a glória e o poder,”

E esse SANTOS que já estão no céu anunciam as núpcias do cordeiro QUE HÁ DE ACONTECER APOCALIPSE, 19,7.”

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Alegremo-nos e exultemos, demos glória a Deus, porque estão para realizar-se as núpcias do Cordeiro.”

Veja que na Bíblia o povo de Deus está em comunhão com o corpo do exército celeste e tem várias aparições dos santos celestiais em vários textos.

POIS:

Miquéias vê TODO o exército celestial de Deus (1Rs 22,19) e um espírito do exército se oferece para vencer Acabe (1Rs 22,21-22).

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(Js 5,13-14).

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ABRAÃO tem a visão de três homens ao lado de Deus (Gn 18,1-2).

ENFIM:

Até Jesus conversa com Elias e Moisés (Lc 9,30) e os dois homens que há mais de mil anos não estavam mais nesta terra foram vistos pelos apóstolos (Lc 9,32).

TIRANDO DUVIDAS?

SAIBA QUE INTERCESSÃO não é MEDIAÇÃO!!!

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1Tm, 2, 1-4. Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens;

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Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade;

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Porque isto é bom e agradável diante de DEUS nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.

Ap, 8, 3-4. Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao altar, com um turíbulo de ouro na mão.

Foram-lhe dados muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono.4.

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A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de DEUS.

AGORA EM:

Jó, 33, 23. Se perto dele se encontrar um anjo, UM INTERCESSOR ENTRE MIL, para ensinar-lhe o que deve fazer.”

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Jó, 5, 1. Chama agora; há alguém que te responda? E para qual dos SANTOS te virarás?

ENTENDAM QUE:

OS SANTOS são para nós exemplo de fé e nossos intercessores;

POIS PERTENCEMOS AO CORPO MÍSTICO DE CRISTO:

ASSIM ESTÁ ESCRITO EM:

Ef 1,15: “vosso amor para com todos os SANTOS.”

E MAIS…

Ef 6,18: “Guardai uma vigilância contínua na oração e INTERCEDEI por todos OS SANTOS”

POR ISSO CRISTO DIZ QUE:

Os santos são como anjos no céu(lC 20,34-36;Mt 22,30).

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A BÍBLIA TAMBÉM AFIRMA QUE:

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QUE OS FALSOS MESTRES DIFAMARÃO OS SANTOS DO CÉU 2Pd 2,10″especialmente os que seguem os desejos impuros da carne e desprezam a autoridade. Insolentes e arrogantes, tais homens não têm medo de difamar os seres celestiais;”

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d 1,8″Da mesma forma, estes sonhadores contaminam o próprio corpo rejeitam as autoridades e difamam os seres celestiais.

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E MAIS…

São Paulo diz que Abel, mesmo depois de morto ainda fala – Hebreus 11,3-4

São Paulo diz também que as almas dos justos que morreram nos rodeiam como testemunhas em- Hebreus 12,1

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E MAIS…

A BÍBLIA AFIRMA QUE:

O Santo Moisés acusa no céu o povo que não acreditava em Jesus – João 5,45

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ALGUMAS REFUTAÇÕES:

O próprio Jesus diz que os judeus veneravam Moisés – João 5,45

E MAIS…

Jesus fazia a memória dos Santos patriarcas e profetas – Lucas 13,28; 19,9

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COMO:

Os judeus veneravam a memória do Pai Abraão – Mateus 3,9; João 8,53-58

E NUNCA FOI PROIBIDO POR DEUS

E OUTRA O PRÓPRIO JESUS FEZ REFERÊNCIAS:

Pois Jesus diz que a alma de Lázaro foi levada pelos anjos para o seio do Santo Abraão – Lucas 16,22

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E CONTINUA JESUS:

João 8

…56 Vosso pai Abraão muito se alegrou, pois veria o meu dia; e ele o viu e ficou feliz.”57 Então os judeus disseram a Jesus: “Tu ainda não tens cinquenta anos, e viste a Abraão?” …

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JESUS TAMBÉM DISSE EM:

Mateus 8:11 – Também vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente e se sentarão à mesa de Abraão, Isaque e Jacó, no reino do céu;

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Mateus 22:32 – Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, mas de vivos.

Marcos 12:26 – Quanto aos mortos ressuscitarem, não lestes no livro de Moisés, na passagem em que se fala da sarça, como Deus lhe disse: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó?


Foto: Santa Teresa do Menino Jesus

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⚜Dúvidas Católicas (Esclarecendo duvidas sobre a Doutrina Católica)⚜

21 setembro, 2022

Destruidora "Exterminadora" de todas as heresias. ...

 Desde que a Igreja existe, os fiéis tem sentido a necessidade de colocar em figuras pinturas de distintos personagens da história da salvação. Por isso não é de se estranhar que os primeiros cristãos tenham feito tantas representações de Nosso Senhor e, também fizeram muitas pinturas da Santíssima Virgem Maria.

Quando se representa a Virgem Maria é muito comum vê-la retrada com o Menino Jesus em seus braços ou aparecendo em algum lugar do mundo adquirindo a aparência do povo local.

No entanto, há uma imagem da Virgem Maria que chama bastante atenção por ser pouco comum e até um pouco engraçada. Alguma vez você já imaginou ver Nossa Mãe do Céu golpeando – literalmente – o demônio?

Entre os muitos trabalhos que realizou destaca-se uma “liturgia das horas” encomendado por uma leiga da classe média. Naquele tempo o “livro das horas” era um tipo de manuscrito ilustrado usado pela nobreza o qual continha textos de orações, salmos e abundantes ilustrações de devoções cristãs

Precisamente neste livro das horas, também conhecido como “The De Brailes Hours”, aparece a curiosa imagem da Santíssima Virgem golpeando o demônio.

Esta imagem representa uma antiga tradição cristã segundo o qual a Virgem Maria intercedeu para que Deus perdoasse a Teófilo, um sacerdote que vendeu sua alma ao demônio e logo se arrependeu. Por alguma razão William de Brailes pensou que a melhor maneira de representar este triunfo da Virgem era desenhando o golpe no demônio.

Chama a atenção a evidente calma no rosto da Santíssima Virgem enquanto dá um belo soco no demônio, que tenta a todo custo pegar o contrato no qual supostamente se levaria a alma do pobre Teófilo.

Também na sua encíclica Pascendi dominici gregis, o Papa Pio X invoca a Nossa Senhora pelo título de Destruidora "Exterminadora" de todas as heresias. ... “ Isso implica dizer que Nossa Senhora Exterminadora de Todas as Heresias não é apenas a destruidora de todas as heresias mas é também o triunfo da verdade sobre a mentira.

Ah! Não adianta ir a igreja. Adianta sim❗

Já ouvir pessoas dizerem: Ah! Não adianta ir a igreja. Adianta sim!!!!


Vira e mexe pessoas postam alguma mensagem dizendo: "De que adianta ir na igreja e depois falar mal dos outros? De que adianta ir na Igreja e depois cometer pecado? De que adianta... blá blá blá! Parece que pra ir a igreja TEM QUE SER uma especie de pessoa PERFEITA! Ah! Para neh? Discordo disso!!!! A igreja é frequentada por "pessoas", ou seja, gente com defeitos, limitações , fraquezas, manias e até vícios, mas que vão a igreja para tentar se tornar pessoas melhores, e não melhor que os outros, ser nutridos pela palavra de Deus e depois se esforçarem para pôr em prática na vida... Pode ser que não estejamos conseguindo no momento, ou que não alcançamos os 100%, mas está sim, no lugar certo, pois com a graça do Espírito Santo, a pessoa consegue mudar por amor à Jesus e ajuda dos irmãos! Então, adianta ir na igreja sim!! Se você não quer ir, tudo bem! O livre arbítrio existe para todos, mas desdenhar a frequência à igreja, não faz de você melhor ou que esteja com a razão! Têm pessoas que acham que têm que ser considerado a opinião dela e não de Deus! Orgulhoso! A igreja sempre será o lugar dos pecadores que desejam dar sentido à vida, e por mínimo que seja, pode mudar e ajudar a melhorar o caráter da pessoa. Não vamos à igreja para sermos perfeitos, ou cermos o centro da atenção, mas para buscarmos a perfeição nos espelhando em Jesus e na Sua palavra. A igreja é o lugar de estarmos presencialmente com Ele por meio da eucaristia, e na união com os irmãos. 📖João 6, 54-55 e 📖Mateus 18,20

Pois só alcançaremos a perfeita afeição nós céus... "sede imitadores de Cristo Jesus!" 📖Efésios 5, 1

20 setembro, 2022

DOGMA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA EM CORPO E ALMA AO CÉU.

 1) DOGMA DA ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA EM CORPO E ALMA AO CÉU.


1. Deus munificentíssimo, que tudo pode, e cujos planos de providência são cheios de sabedoria e de amor, nos seus imperscrutáveis desígnios, entremeia na vida dos povos e dos indivíduos as dores com as alegrias, para que por diversos caminhos e de várias maneiras tudo coopere para o bem dos que o amam (cf. Rm 8,28).

2. O nosso pontificado, assim como os tempos atuais, tem sido assediado por inúmeros cuidados, preocupações e angústias, devido às grandes calamidades e por muitos que andam afastados da verdade e da virtude. Mas é para nós de grande conforto ver como, à medida que a fé católica se manifesta publicamente cada vez mais ativa, aumenta também cada dia o amor e a devoção para com a Mãe de Deus, e quase por toda parte isso é estímulo e auspício de uma vida melhor e mais santa. E assim sucede que, por um lado, a santíssima Virgem desempenha amorosamente a sua missão de mãe para com os que foram remidos pelo sangue de Cristo, e por outro, as inteligências e os corações dos filhos são estimulados a uma mais profunda e diligente contemplação dos seus privilégios.

3. De fato, Deus, que desde toda a eternidade olhou para a virgem Maria com particular e pleníssima complacência, quando chegou a plenitude dos tempos (Gl 4,4) atuou o plano da sua providência de forma que refulgissem com perfeitíssima harmonia os privilégios e prerrogativas que lhe concedera com sua liberalidade. A Igreja sempre reconheceu esta grande liberalidade e a perfeita harmonia de graças, e durante o decurso dos séculos sempre procurou estudá-la melhor. Nestes nossos tempos refulgiu com luz mais clara o privilégio da assunção corpórea da Mãe de Deus.

4. Esse privilégio brilhou com novo fulgor quando o nosso predecessor de imortal memória, Pio IX, definiu solenemente o dogma da Imaculada Conceição. De fato esses dois dogmas estão estreitamente conexos entre si. Cristo com a própria morte venceu a morte e o pecado, e todo aquele que pelo batismo de novo é gerado, sobrenaturalmente, pela graça, vence também o pecado e a morte. Porém Deus, por lei ordinária, só concederá aos justos o pleno efeito desta vitória sobre a morte, quando chegar o fim dos tempos. Por esse motivo, os corpos dos justos corrompem-se depois da morte, e só no último dia se juntarão com a própria alma gloriosa.

5. Mas Deus quis excetuar dessa lei geral a bem-aventurada virgem Maria. Por um privilégio inteiramente singular ela venceu o pecado com a sua concepção imaculada; e por esse motivo não foi sujeita à lei de permanecer na corrupção do sepulcro, nem teve de esperar a redenção do corpo até ao fim dos tempos.

6. Quando se definiu solenemente que a virgem Maria, Mãe de Deus, foi imune desde a sua concepção de toda a mancha, logo os corações dos fiéis conceberam uma mais viva esperança de que em breve o supremo magistério da Igreja definiria também o dogma da assunção corpórea da virgem Maria ao céu.

Petições para a definição dogmática

7. De fato, sucedeu que não só os simples fiéis, mas até aqueles que, em certo modo, personificam as nações ou as províncias eclesiásticas, e mesmo não poucos Padres do concílio Vaticano pediram instantemente à Sé Apostólica esta definição.

8. Com o decurso do tempo essas petições e votos não diminuíram, antes foram aumentando de dia para dia em número e insistência. Com esse fim fizeram-se cruzadas de orações; muitos e exímios teólogos intensificaram com ardor os seus estudos sobre este ponto, quer em privado, quer nas universidades eclesiásticas ou nas outras escolas de disciplinas sagradas; celebraram-se em muitas partes congressos marianos nacionais e internacionais. Todos esses estudos e investigações mostraram com maior realce que no depósito da fé cristã, confiado à Igreja, também se encontrava a assunção da virgem Maria ao céu. E de ordinário a conseqüência foi enviarem súplicas em que se pedia instantemente a definição solene desta verdade.

9. Acompanhavam os fiéis nessa piedosa insistência os seus sagrados pastores, os quais dirigiram a esta cadeira de S. Pedro semelhantes petições em número muito considerável. Quando fomos elevados ao sumo pontificado, já tinham sido apresentadas a esta Sé Apostólica muitos milhares dessas súplicas, vindas de todas as partes do mundo e de todas as classes de pessoas: dos nossos amados filhos cardeais do Sacro Colégio, dos nossos veneráveis irmãos arcebispos e bispos, das dioceses e das paróquias.

10. Por esse motivo, ao mesmo tempo que dirigíamos a Deus intensas súplicas, para que concedesse à nossa mente a luz do Espírito Santo para decidirmos tão importante causa, estabelecemos normas especiais em que determinamos que se procedesse com todo o cuidado a um estudo mais rigoroso da matéria, e se reunissem e examinassem todas as petições relativas à assunção da santíssima Virgem, enviadas à Sé Apostólica desde o tempo do nosso predecessor de feliz memória, Pio IX, até ao presente.[1]

Consulta ao episcopado

11. Mas como se tratava de assunto de tanta importância e transcendência, julgamos oportuno rogar direta e oficialmente a todos os nossos veneráveis irmãos no episcopado, que nos quisessem manifestar explicitamente a sua opinião. Para tal fim, no dia 1° de maio de 1946, dirigimos-lhes a carta encíclica "Deiparae Virginis Mariae" em que fazíamos esta pergunta: "Se vós, veneráveis irmãos, na vossa exímia sabedoria e prudência, julgais que a assunção corpórea da santíssima Virgem pode ser proposta e definida como dogma de fé, e se desejais que o seja, tanto vós como o vosso clero e fiéis".

Doutrina concorde do magistério da Igreja

12. E aqueles que "o Espírito Santo colocou como bispos para reger a Igreja de Deus" (At 20, 28) quase unanimemente deram resposta afirmativa a ambas as perguntas. Essa "singular concordância dos bispos e fiéis" [2] em julgar que a assunção corpórea ao céu da Mãe de Deus podia ser definida como dogma de fé, mostra-nos a doutrina concorde do magistério ordinário da Igreja, e a fé igualmente concorde do povo cristão ― que aquele magistério sustenta e dirige ― e por isso mesmo manifesta, de modo certo e imune de erro, que tal privilégio é verdade revelada por Deus e contida no depósito divino que Jesus Cristo confiou à sua esposa para o guardar fielmente e infalivelmente o declarar. [3] De fato, esse magistério da Igreja, não por estudo meramente humano, mas pela assistência do Espírito de verdade (cf. Jo 14,26), e portanto absolutamente sem nenhum erro, desempenha a missão que lhe foi confiada de conservar sempre puras e íntegras as verdades reveladas; e pelo mesmo motivo transmite-as sem contaminação e sem lhes ajuntar nem subtrair nada. "Pois ― como ensina o concílio Vaticano ― o Espírito Santo foi prometido aos sucessores de Pedro não para que, por sua revelação, expressem doutrinas novas, mas para que, com sua assistência, guardassem com cuidado e expusessem fielmente a revelação transmitida pelos apóstolos, ou seja o depósito da fé". [4] Por essa razão, do consenso universal do magistério da Igreja, deduz-se um argumento certo e seguro para demonstrar a assunção corpórea da bem-aventurada virgem Maria. Esse mistério, pelo que respeita à glorificação celestial do corpo da augusta Mãe de Deus, não podia ser conhecido por nenhuma faculdade da inteligência humana só com as forças naturais. É, portanto, verdade revelada por Deus, e por essa razão todos os filhos da Igreja têm obrigação de a crer firme e fielmente. Pois, como afirma o mesmo concílio Vaticano, "temos obrigação de crer com fé divina e católica, todas as coisas que se contêm na palavra de Deus escrita ou transmitida oralmente, e que a Igreja, com solene definição ou com o seu magistério ordinário e universal, nos propõe para crer, como reveladas por Deus".[5]

Testemunhos da crença na assunção

13. Desde tempos remotíssimos, pelo decurso dos séculos, aparecem-nos testemunhos, indícios e vestígios desta fé comum da Igreja; fé que se manifesta cada vez mais claramente.

14. Os fiéis, guiados e instruídos pelos pastores, souberam por meio da Sagrada Escritura que a virgem Maria, durante a sua peregrinação terrestre, levou vida cheia de cuidados, angústias e sofrimentos; e que, segundo a profecia do santo velho Simeão, uma espada de dor lhe traspassou o coração, junto da cruz do seu divino Filho e nosso Redentor. E do mesmo modo, não tiveram dificuldade em admitir que, à semelhança do seu unigênito Filho, também a excelsa Mãe de Deus morreu. Mas essa persuasão não os impediu de crer expressa e firmemente que o seu sagrado corpo não sofreu a corrupção do sepulcro, nem foi reduzido à podridão e cinzas aquele tabernáculo do Verbo divino. Pelo contrário, os fiéis iluminados pela graça e abrasados de amor para com aquela que é Mãe de Deus e nossa Mãe dulcíssima, compreenderam cada vez com maior clareza a maravilhosa harmonia existente entre os privilégios concedidos por Deus àquela que o mesmo Deus quis associar ao nosso Redentor. Esses privilégios elevaram-na a uma altura tão grande, que não foi atingida por nenhum ser criado, excetuada somente a natureza humana de Cristo.

15. Patenteiam inequivocamente esta mesma fé os inumeráveis templos consagrados a Deus em honra da assunção de nossa Senhora, e as imagens neles expostas à veneração dos fiéis, que mostram aos olhos de todos este singular triunfo da santíssima Virgem. Muitas cidades, dioceses e regiões foram consagradas ao especial patrocínio e proteção da assunção da Mãe de Deus. Do mesmo modo, com aprovação da Igreja, fundaram-se Institutos religiosos com o nome deste privilégio. Nem se deve passar em silêncio que no rosário de nossa Senhora, cuja reza tanto recomenda esta Sé Apostólica, há um mistério proposto à nossa meditação, que, como todos sabem, é consagrado à assunção da santíssima Virgem ao céu. 

Testemunho da liturgia

16. De modo ainda mais universal e esplendoroso se manifesta esta fé dos pastores e dos fiéis, com a festa litúrgica da assunção celebrada desde tempos antiquíssimos no Oriente e no Ocidente. Nunca os santos padres e doutores da Igreja deixaram de haurir luz nesta solenidade, pois, como todos sabem, a sagrada liturgia, "sendo também profissão das verdades católicas, e estando sujeita ao supremo magistério da Igreja, pode fornecer argumentos e testemunhos de não pequeno valor para determinar algum ponto da doutrina cristã".[6]

17. Nos livros litúrgicos em que aparece a festa da Dormição ou da Assunção de santa Maria, encontram-se expressões que de uma ou outra maneira concordam em referir que, quando a virgem Mãe de Deus passou deste exílio para o céu, por uma especial providência divina, sucedeu ao seu corpo algo de consentâneo com a dignidade de Mãe do Verbo encarnado e com os outros privilégios que lhe foram concedidos. É o que se afirma, para apresentarmos um exemplo elucidativo, no Sacramentário enviado pelo nosso predecessor de imortal memória Adriano I, ao imperador Carlos Magno. Nele se diz: "É digna de veneração, Senhor, a festividade deste dia, em que a santa Mãe de Deus sofreu a morte temporal; mas não poderia ficar presa com as algemas da morte aquela que gerou no seu seio o Verbo de Deus encarnado, vosso Filho, nosso Senhor".[7]

18. Aquilo que aqui se refere com a sobriedade de palavras costumeiras na Liturgia romana, exprime-se mais difusamente nos outros livros das antigas liturgias orientais e ocidentais. O Sacramentário Galicano, por exemplo, chama a esse privilégio de Maria, "inexplicável mistério, tanto mais digno de ser proclamado, quanto é único entre os homens, pela assunção da virgem". E na liturgia bizantina a assunção corporal da virgem Maria é relacionada diversas vezes não só com a dignidade de Mãe de Deus, mas também com os outros privilégios, especialmente com a sua maternidade virginal, decretada por um singular desígnio da Providência divina: "Deus, Rei do universo, concedeu-vos privilégios que superam a natureza; assim como no parto vos conservou a virgindade, assim no sepulcro vos preservou o corpo da corrupção e o conglorificou pela divina translação".[8]

A festa da Assunção

19. A Sé Apostólica, herdeira do múnus confiado ao Príncipe dos apóstolos de confirmar na fé os irmãos (cf. Lc 22,32), com sua autoridade foi tornando cada vez mais solene esta celebração. Esse fato estimulou eficazmente os fiéis a irem-se apercebendo mais e mais da importância deste mistério. E assim, a festa da Assunção, que ao princípio tinha o mesmo grau de solenidade que as restantes festas marianas, foi elevada ao rito das festas mais solenes do ciclo litúrgico. O nosso predecessor S. Sérgio I, ao prescrever as ladainhas, ou a chamada procissão estacional, nas festas de nossa Senhora, enumera simultaneamente a Natividade, a Anunciação, a Purificação e a Dormição.[9] A festa já se celebrava com o nome de assunção da bem-aventurada Mãe de Deus, no tempo de S. Leão IV Esse papa procurou que se revestisse de maior esplendor, mandando ajuntar-lhe a vigília e a oitava. E o próprio pontífice quis participar nessas solenidades, acompanhado de imensa multidão. [10] Na vigília já de há muito se guardava o jejum, como se prova com evidência do que afirma o nosso predecessor S. Nicolau I, ao tratar dos principais jejuns "que... desde os tempos antigos observava e ainda observa a santa Igreja romana".[11]

20. A Liturgia da Igreja não cria a fé católica, mas supõe-na; e é dessa fé que brotam os ritos sagrados, como da árvore os frutos. Por isso os santos Padres e doutores nas homilias e sermões que nesse dia fizeram ao povo, não foram buscar essa doutrina à liturgia, como a fonte primária; mas falaram dela aos fiéis como de coisa sabida e admitida por todos. Declararam-na melhor, explicaram o seu significado e o fato com razões mais profundas, destacando e amplificando aquilo a que muitas vezes os livros litúrgicos apenas aludiam em poucas palavras, a saber, que com esta festa não se comemora somente a incorrupção do corpo morto da santíssima Virgem, mas principalmente o triunfo por ela alcançado sobre a morte e a sua celeste glorificação à semelhança do seu Filho unigênito, Jesus Cristo.

Testemunho dos santos Padres

21. S. João Damasceno, que entre todos se distingue como pregoeiro dessa tradição, ao comparar a assunção gloriosa da Mãe de Deus com as suas outras prerrogativas e privilégios, exclama com veemente eloqüência: "Convinha que aquela que no parto manteve ilibada virgindade conservasse o corpo incorrupto mesmo depois da morte. Convinha que aquela que trouxe no seio o Criador encarnado, habitasse entre os divinos tabernáculos. Convinha que morasse no tálamo celestial aquela que o Eterno Pai desposara. Convinha que aquela que viu o seu Filho na cruz, com o coração traspassado por uma espada de dor de que tinha sido imune no parto, contemplasse assentada à direita do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse o que era do Filho, e que fosse venerada por todas as criaturas como Mãe e Serva do mesmo Deus".[12]

22. Condizem com essas palavras de s. João Damasceno as de muitos outros que afirmam a mesma doutrina. E não são menos expressivas, nem menos exatas, as palavras que se encontram nos sermões proferidos pelos santos Padres mais antigos ou da mesma época, ordinariamente por ocasião dessa festividade. Assim, para citar outro exemplo, s. Germano de Constantinopla julgava que a incorrupção do corpo da virgem Maria Mãe de Deus, e a sua assunção ao céu são corolários não só da sua maternidade divina, mas até da santidade singular daquele corpo virginal: "Vós, como está escrito, aparecestes 'em beleza'; o vosso corpo virginal é totalmente santo, totalmente casto, totalmente domicílio de Deus de forma que até por este motivo foi isento de desfazer-se em pó; foi, sim, transformado, enquanto era humano, para viver a vida altíssima da incorruptibilidade; mas agora está vivo, gloriosíssimo, incólume e participante da vida perfeita".[13] Outro escritor antiquíssimo assevera por sua vez: "A gloriosíssima Mãe de Cristo, Deus e Salvador nosso, dador da vida e da imortalidade, foi glorificada e revestida do corpo na eterna incorruptibilidade, por aquele mesmo que a ressuscitou do sepulcro e a chamou a si duma forma que só ele sabe".[14]

23. À medida que a festa litúrgica se foi espalhando, e celebrando mais devotamente, maior foi o número de bispos e oradores sagrados que julgaram de seu dever explicar com toda a clareza o mistério que se venerava nesta solenidade e mostrar como ela estava intimamente relacionada com as outras verdades reveladas.

Testemunho dos teólogos

24. Entre os teólogos escolásticos, não faltaram alguns, que, pretendendo penetrar mais profundamente nas verdades reveladas, e mostrar o acordo entre a chamada razão teológica e a fé católica, notaram a estreita conexão existente entre este privilégio da assunção da santíssima Virgem e as demais verdades contidas na Sagrada Escritura.

25. Partindo desse pressuposto, apresentam diversas razões para corroborar esse privilégio mariano. A razão primária e fundamental diziam ser o amor filial de Cristo para o levar a querer a assunção de sua Mãe ao céu. E advertiam mais, que a força dos argumentos se baseava na incomparável dignidade da sua maternidade divina e em todas as graças que dela derivam: a santidade altíssima que excede a santidade de todos os homens e anjos, a íntima união de Maria com o seu Filho, e sobretudo o amor que o Filho consagrava a sua Mãe digníssima.

26. Muitas vezes os teólogos e oradores sagrados, seguindo os passos dos santos Padres,[15] para explicarem a sua fé na assunção, serviram-se com certa liberdade de fatos e textos da Sagrada Escritura. E assim, para mencionar só alguns mais empregados, houve quem citasse a este propósito as palavras do Salmista: "Erguei-vos, Senhor, para o vosso repouso, vós e a Arca de vossa santificação" (Sl 131, 8); e na Arca da Aliança, feita de madeira incorruptível e colocada no templo de Deus, viam como que uma imagem do corpo puríssimo da virgem Maria, preservado da corrupção do sepulcro, e elevado a tamanha glória no céu. Do mesmo modo, ao tratar desta matéria, descrevem a entrada triunfal da Rainha na corte celeste, e como se vai sentar a direita do divino Redentor (Sl 44,10.14-16); e recordam a propósito a esposa dos Cantares "que sobe pelo deserto, como uma coluna de mirra e de incenso" para ser coroada (Ct 3,6; cf. 4,8; 6,9). Ambas são propostas como imagens daquela Rainha e Esposa celestial, que sobe ao céu com o seu divino Esposo.

27. Os doutores escolásticos vislumbram igualmente a assunção da Mãe de Deus não só em várias figuras do Antigo Testamento, mas também naquela mulher, revestida de sol, que o apóstolo s. João contemplou na ilha de Patmos (Ap 12, l s.). Porém, entre os textos do Novo Testamento, consideraram e examinaram com particular cuidado aquelas palavras: "Ave, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres" (Lc 1,28), pois viram no mistério da assunção o complemento daquela plenitude de graça, concedida à santíssima Virgem, e uma singular bênção contraposta à maldição de Eva. 

Na teologia escolástica

28. Por esse motivo, nos primórdios da teologia escolástica, o piedosíssimo varão Amadeu, bispo de Lausana, afirmava que a carne da virgem Maria permaneceu incorrupta ― nem se pode crer que o seu corpo padecesse a corrupção -, porque se uniu de novo à alma, e juntamente com ela penetrou na corte celestial. "Pois ela era cheia de graça e bendita entre as mulheres (Lc 1,28). Só ela mereceu conceber o Deus verdadeiro do Deus verdadeiro, e sendo virgem deu-o à luz, amamentou-o, trouxe-o no regaço, e prestou-lhe todos os cuidados maternos".[16]

29. Entre os escritores sagrados que naquele tempo com vários textos, comparações e analogias tiradas das divinas Letras, ilustraram e confirmaram a doutrina da assunção em que piamente acreditavam, ocupa lugar primordial o doutor evangélico s. Antônio de Pádua. Na festa da Assunção, ao comentar aquelas palavras de Isaías: "glorificarei o lugar dos meus pés" (Is 60,13), afirmou com segurança que o divino Redentor glorificou de modo mais perfeito a sua Mãe amantíssima, da qual tomara carne humana. "Daqui, vê-se claramente", diz, "que o corpo da santíssima Virgem foi assunto ao céu, pois era o lugar dos pés do Senhor". Pelo que, escreve o Salmista: "Erguei-vos, Senhor, para o vosso repouso, vós e a Arca da vossa santificação". E assim como, acrescenta ainda, Jesus Cristo ressuscitou triunfante da morte e subiu para a direita do Pai, assim também "ressuscitou a Arca da sua santificação, quando neste dia a virgem Mãe foi assunta ao tálamo celestial".[17]

No período áureo

30. Quando, na Idade Média, a teologia escolástica atingiu o maior esplendor, s. Alberto Magno, para demonstrar essa verdade, apresenta vários argumentos fundados na Sagrada Escritura, na tradição, na liturgia e em razões teológicas, e conclui: "Por estas e outras muitas razões e autoridades, é evidente que a bem-aventurada Mãe de Deus foi assunta ao céu em corpo e alma sobre os coros dos anjos. E cremos que isto é absolutamente verdadeiro".[18] E num sermão pregado em dia da Anunciação de nossa Senhora, ao explicar aquelas palavras do anjo: "Ave, cheia de graça...", o doutor universal compara a santíssima Virgem com Eva, e afirma clara e terminantemente que Maria foi livre das quatro maldições que caíram sobre Eva.[19]

31. O Doutor Angélico, seguindo as pisadas do mestre, ainda que nunca trate expressamente do assunto, no entanto sempre que se oferece a ocasião fala dele, e com a Igreja católica afirma que o corpo de Maria juntamente com a alma foi levado ao céu.[20]

32. É da mesma opinião, entre outros muitos, o Doutor Seráfico, o qual tem como certo que, assim como Deus preservou Maria santíssima da violação do pudor e da integridade virginal ao conceber e dar à luz o seu Filho, assim não permitiu que o seu corpo se desfizesse em podridão e cinzas.[21] Aplica a santíssima Virgem, em sentido acomodatício, aquelas palavras da Sagrada Escritura: "Quem é esta que sobe do deserto, cheia de gozo, e apoiada no seu amado?" (Ct 8,5), e raciocina desta forma: "Daqui pode concluir-se que ela está ali corporalmente (na glória celeste)... Porque... a sua felicidade não seria plena se ali não estivesse em pessoa; ora a pessoa não é só a alma, mas o composto; logo é claro que está ali segundo o composto, isto é, em corpo e alma; de outro modo não gozaria de felicidade plena".[22]

Na escolástica posterior

33. Na escolástica posterior, ou seja no século XV, são Bernardino de Sena, resumindo e ponderando cuidadosamente tudo quanto os teólogos medievais tinham escrito a esse propósito, não julgou suficiente referir as principais considerações que os antigos doutores tinham proposto, mas acrescentou outras novas. Por exemplo, a semelhança entre a divina Mãe e o divino Filho, no que respeita à perfeição e dignidade de alma e corpo ― semelhança que nem sequer nos permite pensar que a Rainha celestial possa estar separada do Rei dos céus ― exige absolutamente que Maria "só deva estar onde está Cristo".[23] Portanto, é muito conveniente e conforme à razão que tanto o corpo como a alma do homem e da mulher tenham alcançado já a glória no céu; e, finalmente, o fato de nunca a Igreja ter procurado as relíquias da santíssima Virgem, nem as ter exposto à veneração dos fiéis, constitui um argumento que é "como que uma experiência sensível" da assunção.[24]

Nos tempos modernos

34. Em tempos mais recentes, as razões dos santos Padres e doutores, acima aduzidas, foram usadas comumente. Seguindo o comum sentir dos cristãos, recebido dos tempos antigos s. Roberto Belarmino exclamava: "Quem há, pergunto, que possa pensar que a arca da santidade, o domicílio do Verbo, o templo do Espírito Santo tenha caído em ruínas? Horroriza-se o espírito só com pensar que aquela carne que gerou, deu a luz, alimentou e transportou a Deus, se tivesse convertido em cinza ou fosse alimento dos vermes".[25]

35. De igual forma s. Francisco de Sales afirma que não se pode duvidar que Jesus Cristo cumpriu do modo mais perfeito o divino mandamento que obriga os filhos a honrar os pais. E a seguir faz esta pergunta: "Que filho haveria, que, se pudesse, não ressuscitava a sua mãe e não a levava para o céu?"[26] E s. Afonso escreve por sua vez: "Jesus não quis que o corpo de Maria se corrompesse depois da morte, pois redundaria em seu desdouro que se transformasse em podridão aquela carne virginal de que ele mesmo tomara a própria carne".[27]

36. Quando já tinha aparecido em toda a sua luz o mistério que se celebra nesta festa, não faltaram doutores que, em vez de tratar das razões teológicas pelas quais se demonstrasse a absoluta conveniência de crença na assunção corpórea da Virgem santíssima, voltaram o pensamento para a fé da Igreja, mística esposa de Cristo, sem mancha nem ruga (cf. Ef 5,27), que o Apóstolo chama "coluna e sustentáculo da verdade" ( 1Tm 3,15). E apoiados nesta fé comum pensaram que seria temerária, para não dizer herética, a opinião contrária. S. Pedro Canísio, como outros muitos, depois de declarar que o termo assunção se referia à glorificação não só da alma mas também do corpo, e que a Igreja há muitos séculos venerava e celebrava solenemente este mistério mariano, observa: "Esta opinião é admitida há vários séculos e tão impressa na alma dos fiéis, é tão recomendada pela Igreja, que quem negasse a assunção ao céu do corpo de Maria santíssima nem sequer seria ouvido com paciência, mas seria vaiado como pertinaz, ou mesmo temerário, e imbuído mais de espírito herético do que católico".[28]

37. Pela mesma época, o Doutor Exímio estabelecia esta regra para a mariologia: "Os mistérios da graça que Deus operou na virgem Maria não se devem medir pelas leis ordinárias, senão pela onipotência divina, suposta a conveniência do fato e a não contradição ou repugnância com as Escrituras".[29] E apoiado na fé de toda a Igreja, podia concluir que o mistério da assunção devia crer-se com a mesma firmeza que o da imaculada conceição, e já então julgava que ambas as verdades podiam ser definidas. 

Fundamento escriturístico

38. Todos esses argumentos e razões dos santos Padres e teólogos apóiam-se, em último fundamento, na Sagrada Escritura. Esta nos apresenta a Mãe de Deus extremamente unida ao seu Filho, e sempre participante da sua sorte. Pelo que parece quase que impossível contemplar aquela que concebeu, deu à luz, alimentou com o seu leite, a Cristo, e o teve nos braços e apertou contra o peito, estivesse agora, depois da vida terrestre, separada dele, se não quanto à alma, ao menos quanto ao corpo. O nosso Redentor é também filho de Maria; e como observador perfeitíssimo da lei divina não podia deixar de honrar a sua Mãe amantíssima logo depois do Eterno Pai. E podendo ele adorná-la com tamanha honra, preservando-a da corrupção do sepulcro, deve crer-se que realmente o fez.

39. E convém sobretudo ter em vista que, já a partir do século II, os santos Padres apresentam a virgem Maria como nova Eva, sujeita sim, mas intimamente unida ao novo Adão na luta contra o inimigo infernal. E essa luta, como já se indicava no Protoevangelho, acabaria com a vitória completa sobre o pecado e sobre a morte, que sempre se encontram unidas nos escritos do apóstolo das gentes (cf. Rm 5; 6; l Cor 15,21-26; 54-57). Assim como a ressurreição gloriosa de Cristo constituiu parte essencial e último troféu desta vitória, assim também a vitória de Maria santíssima, comum com a do seu Filho, devia terminar pela glorificação do seu corpo virginal. Pois, como diz ainda o apóstolo, "quando... este corpo mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá o que está escrito: a morte foi absorvida na vitória" (1Cor 15,14).

40. Deste modo, a augustíssima Mãe de Deus, associada a Jesus Cristo de modo insondável desde toda a eternidade "com um único decreto" [30] de predestinação, imaculada na sua concepção, sempre virgem, na sua maternidade divina, generosa companheira do divino Redentor que obteve triunfo completo sobre o pecado e suas conseqüências, alcançou por fim, como suprema coroa dos seus privilégios, que fosse preservada da corrupção do sepulcro, e que, à semelhança do seu divino Filho, vencida a morte, fosse levada em corpo e alma ao céu, onde refulge como Rainha à direita do seu Filho, Rei imortal dos séculos (cf. 1Tm 1,17).

Oportunidade da definição

41. Considerando que a Igreja universal ― que é assistida pelo Espírito de verdade, que a dirige infalivelmente para o conhecimento das verdades reveladas ― no decurso dos séculos manifestou de tantas formas a sua fé; considerando que os bispos de todo o mundo quase unanimemente pedem que seja definida como dogma de fé divina e católica a verdade da assunção corpórea da santíssima Virgem ao céu; considerando que esta verdade se funda na Sagrada Escritura, está profundamente gravada na alma dos fiéis, e desde tempos antiquíssimos é comprovada pelo culto litúrgico, e concorda, inteiramente, com as outras verdades reveladas, e tem sido esplendidamente explicada e declarada pelos estudos, sabedoria e prudência dos teólogos ― julgamos chegado o momento estabelecido pela providência de Deus, para proclamarmos solenemente este privilégio insigne da virgem Maria.

42. Nós, que colocamos o nosso pontificado sob o especial patrocínio da santíssima Virgem, à qual recorremos em tantas circunstâncias tristes, nós, que consagramos publicamente todo o gênero humano ao seu imaculado Coração, e que experimentamos muitas vezes o seu poderoso patrocínio, confiamos firmemente que esta solene proclamação e definição será de grande proveito para a humanidade inteira, porque reverte em glória da Santíssima Trindade, a qual a virgem Mãe de Deus está ligada com laços muito especiais. É de esperar também que todos os fiéis cresçam em amor para com a Mãe celeste, e que os corações de todos os que se gloriam do nome de cristãos se movam a desejar a união com o corpo místico de Jesus Cristo, e que aumentem no amor para com aquela que tem amor de Mãe para com os membros do mesmo augusto corpo. E também é lícito esperar que, ao meditarem nos exemplos gloriosos de Maria, mais e mais se persuadam todos do valor da vida humana, se for consagrada ao cumprimento integral da vontade do Pai celeste e a procurar o bem do próximo. Enquanto o materialismo e a corrupção de costumes que dele se origina ameaçam subverter a luz da virtude, e destruir vidas humanas, suscitando guerras, é de esperar ainda que este luminoso e incomparável exemplo, posto diante dos olhos de todos, mostre com plena luz qual o fim a que se destinam a nossa alma e o nosso corpo. E, finalmente, esperamos que a fé na assunção corpórea de Maria ao céu torne mais firme e operativa a fé na nossa própria ressurreição.

43. E é para nós motivo de imenso regozijo que este fato, por providência de Deus, se realize neste Ano santo que está a decorrer, e que assim possamos, enquanto se celebra este jubileu maior, adornar com esta pedra preciosa a fronte da Virgem santíssima, e deixar um monumento, mais perene que o bronze, da nossa ardente devoção para com a Mãe de Deus.

Definição solene do dogma

44. "Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".

45. Pelo que, se alguém, o que Deus não permita, ousar, voluntariamente, negar ou pôr em dúvida esta nossa definição, saiba que naufraga na fé divina e católica.

46. Para que chegue ao conhecimento de toda a Igreja esta nossa definição da assunção corpórea da virgem Maria ao céu, queremos que se conservem esta carta para perpétua memória; mandamos também que, aos seus transuntos ou cópias, mesmo impressas, desde que sejam subscritas pela mão de algum notário público, e munidas com o selo de alguma pessoa constituída em dignidade eclesiástica, se lhes dê o mesmo crédito que à presente, se fosse apresentada e mostrada.

47. A ninguém, pois, seja lícito infringir esta nossa declaração, proclamação e definição, ou temerariamente opor-se-lhe e contrariá-la. Se alguém presumir intentá-lo, saiba que incorre na indignação de Deus onipotente e dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no ano do jubileu maior, de 1950, no dia 1 ° de novembro, festa de todos os santos, no ano XII do nosso pontificado.

 

Eu PIO, Bispo da Igreja Católica assim definindo, subscrevi.


https://m.facebook.com/groups/178114098934572?view=permalink&id=3443007965778486


Dom Henrique explica sobre o Dogma da Imaculada Conceição:⤵️

https://youtu.be/Vddyb1zvl4g


CONSEQUÊNCIA DO SACRILÉGIO DA CONFISSÃO.

CONSEQUÊNCIA DO SACRILÉGIO DA CONFISSÃO.

(Alma condenada por esse pecado)


O Inferno e a importância da Confissão.


Exemplo de uma senhora que por muitos anos calou na Confissão um pecado desonesto.


Refere Santo Afonso e mais particularmente o Padre Antônio Caroccio, que passaram pelo País em que vivia esta senhora, dois religiosos, e ela, que sempre esperava confessor forasteiro, rogou a um deles que a ouvisse em Confissão, e confessou-se.


Logo que partiram os Padres, o companheiro disse ao confessor ter visto que, enquanto a senhora se confessava, saíam de sua boca muitas cobras e uma serpente enorme deixava ver fora sua cabeça, mas voltava de novo para dentro, e após ela, todas as que antes saíram.


Suspeitando o confessor o que aquilo poderia significar, voltou à cidade e a casa daquela senhora, onde lhe disseram que ela, no momento de entrar na sala, morrera repentinamente.


Por três dias seguidos jejuaram e oraram por ela, suplicando ao Senhor que lhes manifestasse aquele caso.


Ao terceiro dia apareceu-lhes a infeliz senhora condenada e montada sobre um demônio, em figura de um dragão horrível com duas serpentes enroscadas ao pescoço, que a afogavam e lhe comiam os peitos, uma víbora na cabeça, dois sapos nos olhos, setas ardentes nas orelhas, chamas de fogo na boca e dois cães danados que lhe mordiam e lhe comiam as mãos; e dando um triste e espantoso gemido, disse : 

_ Eu sou a desventurada senhora que vossa  Rvma(reverendíssima) confessou há 3 dias.


Conforme eu ia confessando, meus pecados saíam de minha boca e aquela serpente enorme, que o companheiro viu sair de minha cabeça e voltou depois para dentro, em figura dum pecado desonesto, que calei sempre por vergonha; quis confessá-lo com v. Rvma., mas também não me atrevi e por isso, voltou a entrar dentro, e com ele todos os mais que haviam saído.


Cansado já Deus de tanto esperar-me, tirou-me repentinamente a vida e me precipitou no Inferno, onde sou atormentada pelos demônios em figura de horrendos animais.


A víbora me atormenta a cabeça pela minha soberba e excessivo cuidado em pentear os cabelos, os sapos cegam-me os olhos, por meus olhares lascivos; as flechas acesas me atormentam os ouvidos, porque escutei murmurações, palavras e cantigas obscenas; o fogo abrasa-me a boca pelas murmurações e beijos torpes; tenho as serpentes enroscadas no pescoço e me comem os peitos, porque os levei dum modo provocativo, pelo decote de meus vestidos e pelos abraços desonestos; os cães me comem as mãos, pelas más obras e tatos impuros, mas o que mais me atormenta é o horroroso dragão, em que vou montada, e que me abrasa as entranhas em castigos de meus pecados impuros.


Ai! Que não há remédio para mim, senão tormentos e pena eterna!

Ai das mulheres, acrescentou; porque muitas delas se condenam por 4 gêneros de pecados: por pecados de impureza, pelas galas e enfeites, por feitiçaria e por calar pecados nas Confissões.


Os homens se condenam por toda a classe de pecados, mas as mulheres, principalmente por estes quatro pecados.


Disto isto, abriu-se a terra e por ela entrou esta infeliz mulher, até o mais profundo do Inferno, onde padece e padecerá por toda a eternidade!


 Fonte: O caminho reto, de santo Antônio Maria Claret, pág. 99 e 100

A finalidade do sexo no matrimônio é unitivo e procriativo

 A finalidade do sexo no matrimônio é unitivo e procriativo. O que seria este fim unitivo❓ Acaso seria prazer❓


Desejas saber por que razão a Igreja Católica, mestra em moral, declara lícito o uso de métodos naturais para regulação de natalidade e ilícito o uso de métodos artificiais, contraceptivos, embora possuam finalidades parecidas. Não existe uma resposta fácil para essa questão, e como se trata da sexualidade humana, precisaremos refletir mais profundamente sobre um assunto que envolve inúmeros fatores.

De início é importante notar que para um ato ser lícito moralmente, todo ele, do início ao fim, precisa ser orientado para fazer o bem e evitar o mal. Sendo assim é completamente possível um ato ser imoral ao mesmo tempo que busca um fim aparentemente bom, bem como ser imoral um ato que busca um fim mal através de meios aparentemente bons.

Ora, a vossa pergunta se refere exatamente aos “métodos”, ou seja, aos meios desses referidos atos, e são neles também que a moral dá o seu veredicto. Após uma breve análise perceberás, que embora possuindo finalidades parecidas, as diferenças entre os métodos naturais e artificiais são abismais.

Tais diferenças já se iniciam e se explicam pela etimologia dos nomes. Métodos naturais regulam a natalidade, métodos artificiais controlam a natalidade e por isso são contraceptivos. Enquanto um age no tempo e nos ritmos próprios da natureza humana o outro age imperativamente em qualquer tempo impedindo que os ritmos próprios da natureza humana sigam seu curso natural. Enquanto um acontece num ambiente de doação e entrega completa o outro acontece num ambiente de negação do cônjuge em sua realidade fisiológica (pois rejeita as capacidades ensiminadora do homem e/ou fertilizadora da mulher).

Nos métodos naturais vemos a intenção de se evitar a gravidez e ao mesmo tempo a abertura e a disposição para acolher uma nova vida futura possível (ainda que tal possibilidade exista minimamente). Nos métodos contraceptivos vemos a intenção de se evitar a gravidez e o fechamento objetivo e prático a uma nova vida futura possível (não há possibilidade alguma de concepção); é o sexo hedonista do prazer pelo prazer aonde um novo filho é um intruso, quase um mal a ser evitado.

Fica visivelmente claro que a natureza do ato sexual através dos meios naturais respeita o casal em seus corpos, torna-os responsáveis na conduta matrimonial. Embora não tenham filhos, se aceitam mutuamente em sua totalidade, em todas as suas dimensões, mesmo a procriativa, que neste momento apenas está inativa. Já através dos meios artificiais (contraceptivos) há um ataque direto a dignidade do casal, uma recusa de suas faculdades naturais, uma rejeição de suas realidades fisiológicas e um desejo único de gozar o prazer e rejeitar responsabilidades. O meio contraceptivo (artificial) é imoral, uma agressão ao terreno da sexualidade, fonte e sustentáculo da vida humana.

Neste sentido afirma a Igreja:

“A continência periódica, os métodos de regulação da natalidade baseados na auto-observação e no recurso aos períodos infecundos estão de acordo com os critérios objetivos da moralidade. Estes métodos respeitam o corpo dos esposos, animam a ternura entre eles e favorecem a educação de uma liberdade autêntica. Em compensação, é intrinsecamente má “toda ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento de suas conseqüências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação” (CIC 2370).

Como bem demonstra a Igreja, a simples análise dos métodos, dos “meios“, não é suficiente para se chegar a uma conclusão moral perfeita. Como havíamos refletido no início, a Igreja reitera a importância do “meio“ e do “fim“. Ambos contam já que um ato moral é feito de meio bom e fim bom. Isso quer dizer que a escolha do uso de um método natural não basta para garantir a moralidade do ato conjugal.

Mesmo que um casal use um método natural de regulação da natalidade (Biilings, o mais eficaz, Temperatura basal, Ogino Knaus etc), pode cair na imoralidade caso sua finalidade seja a rejeição de filhos por motivos egoístas e comodistas, por exemplo. Se não houver motivo sério para que se protele a vinda de um filho, mesmo o uso dos métodos naturais se tornará ilícito.

Quanto a isso se pronuncia o Papa Paulo VI, na Humanae Vitae, n.16“

“se, para espaçar os nascimentos existem motivos sérios, derivados das condições físicas ou psicológicas dos cônjuges ou de circunstâncias exteriores, a Igreja ensina que então é licito ter um conta os ritmos naturais, imanentes às funções geradoras, para usar do matrimônio só nos períodos infecundos” (grifos nossos).

Quer dizer, é preciso de fato um motivo realmente grave para adotar essa conduta, que não esteja inserida apenas no conforto dos cônjuges e na suas indisposições subjetivas para se ter filhos, pois como exortava o Papa PioXII, na Alocução, 29-X-1951, “só o fato de os cônjuges não atacarem a natureza do ato e estarem dispostos a aceitar o filho que, não obstante as suas precauções, venha à luz, não basta por si só para garantir retidão da intenção e a moralidade irrepreensível dos próprios motivos”.

Portanto caríssimo sr. Ivan, é moral o comportamento sexual que está sempre aberto a vinda de possíveis filhos e, se houver motivo sério, com o uso de métodos naturais de regulação de natalidade que não ferem a comunicação e entrega total mútua do casal. O normal e natural é ter filhos, a exceção é não o tê-los. Isso é “paternidade e maternidade responsável“, em completa sintonia com a realidade de cada casal e em consonância com o chamado a santidade presente no sacramento do matrimônio, vocação reservada aos cônjuges que aderiram livremente a este estado de vida.

Toda esta análise não teria sentido se não houvessem no encontro sexual duas funções (bens matrimoniais) claras e complementares: as funções unitiva e procriativa. A função unitiva diz respeito ao grande bem que existe no amor entre um homem e uma mulher; é nela que se verifica a alegria do encontro dessas duas realidades que então experimentam pelo prazer sexual o exprimir de suas entregas. É onde o amor conjugal se consuma verdadeiramente.

Contudo a função do ato conjugal não pára e nem pode parar no simples prazer. Se não houvesse que ter filhos, não seríamos homens e mulheres. O próprio amor que refletimos não existiria como existe. Por isso a função unitiva caminha necessariamente para a função procriativa, pois é a transmissão da vida através da explosão do amor. Esse é o projeto natural do ser humano: que todos sejam fruto do amor pleno e total de seus pais. E é por isso que toda a vez que se separa da relação sexual uma das suas duas funções originais se agride a dignidade humana. Tanto quando se deseja a união sem o compromisso da abertura a procriação, como quando se deseja a procriação sem a união.

Esperamos ter sanado vossas dúvidas e ajudado na vossa formação cristã e moral. Também salientamos o equívoco de rotular os métodos contraceptivos de científicos e sugerir os naturais como sem fundamento científico; todos eles são científicos se possuem embasamento da ciência. Aliás o método de ovulação ou Billings que ajuda o casal a reconhecer o exato momento em que a mulher produz o óvulo, e de maneira completamente natural, dentro dos ritmos e tempos da mulher, possui 99% de eficácia segundo a OMS. É um método natural e é também científico. Para mais informações procure o CEMPLAFAM, Confederação Nacional de Centros de Planejamento Natural da Família, que fica na avenida Bernardino de Campos, 110 na cidade de São Paulo e atende pelo telefone (11) 3889 8800. Certamente lá o sr. encontrará auxílios mais práticos e dentro da doutrina católica.

“Os filhos são o dom supremo do matrimônio e constituem um benefício máximo para o bem dos próprios pais” (João Paulo II)


Referências:

Veritatis Splendor 


https://www.google.com/amp/s/www.veritatis.com.br/o-que-faz-os-metodos-contraceptivos-imorais-e-os-naturais-licitos/


Canção Nova

Método Billings pode ser usado como método contraceptivo?

https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/metodo-billings-pode-ser-usado-como-metodo-contraceptivo/


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⚜Dúvidas Católicas (Esclarecendo duvidas sobre a Doutrina Católica)⚜

Por que não se confessar diretamente a Deus?

Quero uma prova, com base na Bíblia, do alegado poder do sacerdote de perdoar os pecados. Por que não se confessar diretamente a Deus?


A confissão é um dos mais sublimes Sacramentos da Igreja! Que outra religião pode conceder a uma alma amargurada pelo peso de seus pecados, infidelidades, más ações, aquela paz e tranqüilidade de consciência que só uma confissão bem feita pode dar?

Mas vamos aos textos bíblicos para responder, com o Pe. Júlio Maria, ao objetante protestante.

Que o homem peca, experimentamo-lo a cada momento. O próprio Espírito Santo diz, pela boca do escritor sagrado: “O justo peca sete vezes por dia” (Pv 24, 16). E “não há homem que não peque” (Ecle 7, 21). São João é conseqüente: “Aquele que diz que não tem pecado, faz Deus mentiroso” (1 Jo 1, 10).

Todo homem, pois, é pecador. Deus, pelo contrário, não é só santíssimo, mas a própria Santidade. Por isso nenhum homem pode ir a Ele com seu pecado, como diz o Salmista: “Nesta porta do Senhor, só o justo pode entrar” (Sl 117, 20); e o Apóstolo: “Os pecadores não possuirão o reino dos céus”.

Como ficam então as coisas? Não é o homem destinado ao Céu? Tem que haver solução para esse impasse.

Mais uma vez o divino Espírito Santo, falando pela boca do escritor sagrado, adverte e dá a solução: “Aquele que esconde os seus crimes, não será purificado; [mas] aquele que, pelo contrário, se confessar e deixar seus crimes, alcançará a misericórdia” (Pv 28, 13).

O que é ainda enfatizado por São João: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar-nos de toda injustiça” (1 Jo, 8).

Está bem, dirá o protestante. Mas não está dito que não podemos nos confessar diretamente a Deus.

É evidente que Deus pode perdoar diretamente os pecados, como Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou de Si mesmo em sua vida terrena: “O Filho do homem, na Terra, tem o poder de perdoar os pecados” (Mt 9, 6). E vemos mesmo que “Jesus curou um paralítico e lhe disse: tem confiança, os teus pecados te são perdoados” (Id., 2-7).

Ora, Nosso Senhor comunicou esse privilégio a Seus Apóstolos quando disse: “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós”. Depois, soprando sobre eles, acrescentou: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo, 20, 22-23).

Se, de um lado, Cristo Jesus deu aos sacerdotes, pela sucessão apostólica, o poder de perdoar os pecados, de outro impôs aos pecadores o dever de confessá-los. Isso é de bom senso. Por isso São Tiago diz explicitamente: “Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, a fim de que sejais salvos” (5, 16). Ora, esse “uns aos outros” quer dizer, os que não têm o poder de perdoar devem confessar-se com quem o tem.

Para serem coerentes com o Evangelho como alegam que o são, os protestantes deveriam confessar-se uns com os outros, ou, pelo menos, com seus pastores; por sua posição, seriam eles em tese os mais discretos, e não passariam adiante o que ouvissem. Mas isso é quase humanamente impossível sem haver a obrigação do sigilo sacramental, como temos os sacerdotes católicos.

10 – O Papado é uma invenção de Roma para subjugar as consciências timoratas. No início não havia diferença entre o bispo de Roma e os demais bispos.

Vimos acima, em São Mateus 16, 16, a profissão de fé de São Pedro na divindade de Cristo Nosso Senhor. Eis o que respondeu-lhe em seguida o Divino Mestre: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra, será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra, será desligado nos Céus” (Mt 13, 18).

Que valor têm essas palavras de Cristo Jesus? Ele mesmo afirma: “Foi-me dado todo o poder no Céu e na Terra”. Por força desse poder, ordenou Ele: “Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos mandei. Eu estarei convosco todos os dias, até a consumação do mundo” (Mt 28, 18 a 20).

Para sermos breves, digamos com o Pe. Leonel Franca: no dia em que viesse a faltar o principado hieraráquico de Simão, a pedra escolhida pelo Salvador, as portas do inferno teriam prevalecido. Sem base, o edifício cairia em inevitável ruína.

Que o primado de Pedro foi reconhecido desde o início da Igreja, basta ler a farta documentação acumulada pelo Pe. Leonel Franca em seu substancioso livro A Igreja, a Reforma e a Civilização, que recomendamos aos leitores.

11 - Por que os católicos têm a pretensão de só eles terem a verdadeira religião? Outros também não a podem ter legitimamente?

Só há uma Religião verdadeira, como diz São Paulo aos Efésios: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (4, 5). Por outro lado, Cristo Jesus, quando concedeu o primado a Pedro, disse-lhe: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16, 18). Ressalta com muita propriedade o Pe. Júlio Maria que Ele diz “a minha”, para mostrar que só a dEle é a verdadeira Igreja.

Uma Igreja, para ser verdadeira, deve ter quatro qualidades que a diferencie das não verdadeiras: deve ser una, santa, católica e apostólica.

Una: deve sê-lo nos pontos essenciais da fé, culto e em sua constituição hierárquica.

Santa: tem que sê-lo em sua doutrina, em seu culto, e em muitos de seus membros.

Católica: tem que ser universal, como diz a palavra, devendo existir em todas as épocas, e estar difundida pelo mundo inteiro.

Apostólica: deve ter origem nos Apóstolos.

Perguntamos: que Igreja preenche esses requisitos?

Vejamos, por exemplo, a religião protestante.

Não forma uma Igreja una porque está dividida em várias “denominações” (há mais de mil seitas, e a cada dia estão surgindo outras); ademais, não têm unidade de doutrina, nem de culto, nem de governo.

Não é Santa, nem quanto a seus fundadores, nem no tocante a suas doutrinas, nem no referente a suas obras. Lutero foi um homem violento e libidinoso, um sacrílego concubinatário, cheio de orgulho e pretensão. Em sua doutrina, afirmou: “Crê firmemente, e peca sem cuidado”, e que “tudo que vem da fé é tão falso, como é certo que Deus existe” etc. É uma doutrina baseada na adulteração das Sagradas Escrituras (só Lutero fez, o que é reconhecido mesmo por protestantes, mais de 3 mil alterações na Bíblia) a seu bel prazer: pior ainda, rejeitou muitas das coisas instituídas por Jesus Cristo.

Essa doutrina não produz a santidade eminente entre seus membros. O próprio Lutero renegou seus votos, inclusive o de celibato, juntando-se sacrilegamente com uma ex-monja, que fez o mesmo. Henrique VIII, fundador do anglicanismo, casou-se várias vezes, depois de mandar decapitar duas de suas mulheres. Para ficarmos aqui. O próprio Lutero disse de seus discípulos: “A maioria dos meus discípulos são uns epicuros. Eles se chamam reformados: eu os chamo demônios encarnados ...”.

Não é católica, isto é, universal, pois, como uma só confissão, não existe desde o princípio, nem está disseminada pelo mundo inteiro. Suas igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma igreja universal.

Veja também a Shalom⤵️

https://comshalom.org/32-duvidas-frequentes-sobre-o-sacramento-da-confissao/

Falso post. A igreja católica nunca aceitou a reencarnação.

 Falso post. 🤨😠👎 Refutação de poster: “A Igreja Católica e a reencarnação” Em mais um desses pôsteres simplistas feitos para enganar pess...