13 setembro, 2022

As testemunhas de Jeová constituem uma seita notória...

 As testemunhas de Jeová constituem uma seita notória pelas suas prega­ções e publicações, que deixam muitos fieis católicos perplexos.

Quando se originou❓ Que mensagem traz❓ Parte 1


Origem


O fundador das testemunhas de Jeová é Charles Taze-Russel (1852-1916), jovem comerciante americano. Nascido de família presbiteriana, não se dava por satisfeito com a sua crença religiosa, de modo que, depois de muito procurar, resolveu fundar uma sociedade de estudiosos da Bíblia dita “Torre de Vigia” (cf. Hab 2,1). Examinando a Bíblia, Russel pesquisou a data da segunda vinda de Cristo após as frustradas tentativas dos grupos adventistas de 1843-1844, e descobriu que, após a morte dos apóstolos, ninguém mais compreendeu a Bíblia, ficando reservado a Russel a missão de proclamar ao mundo o verdadeiro sentido da mesma.


Ora, baseando-se em textos de Daniel e Ezequiel, Russel, em 1874, predizia para 1914 a vinda de Cristo, acompanhado dos patriarcas Abraão, Isaac, Jacó e dos profetas da fé. Era quando se daria, então, a batalha de Harmagedon (cf. Ap 16,16), na qual Deus aniquilaria os maus e daria início ao reino milenar de Cristo sobre a terra, reino de bonança e paz… Tal anúncio despertou a atenção de muita gente, que se filiou à nova seita. Contudo, em 1914 nada do previsto aconteceu; Russel, então, explicou: “O Senhor ainda nos concede um pouco de tempo”, e indicou o ano de 1918 como o do início do apregoado reino milenar. A morte, que o colheu em 1916, poupou-o de novo desengano.


O sucessor de Charles Russel, Joseph Franklin Rutherford (1869-1942), viu-se obrigado a refazer os cálculos, indicando, em conseqüência, o ano de 1925 como o da vinda de Cristo e o da batalha final de Harmagedon. Muitas pessoas, aflitas pela dura situação do mundo após a guerra de 1914-1918, aderiram fervorosamente a tal profecia. Dado que em 1925 também nada do predito ocorreu, Rutherford se pôs a rever todo o calendário das testemunhas, e houve por bem não fazer mais profecias. Em 1968, porém, Nathan Knorr, então presidente da sociedade, afirmou pela revista Desperta que o dia de Harmagedon cairia em 1975, segundo a cronologia bíblica.


Tal cronologia era proposta nos seguintes termos: Adão foi criado outono do ano 4026 a.C., donde se segue que em 1975 se completariam seis mil anos da existência do gênero humano. Esses seis mil anos seriam seguidos do reino milenar de Cristo, paralelo ao descanso sabático, em que o Senhor Deus entrou após os seis dias da criação do mundo. Em 1977 o presidente da Sociedade Torre de Vigia, interrogado pela revista Time (11/7/1977, pág. 39s) a respeito do não cumprimento da profecia em 1975, respon­deu que a contagem deve ser alterada, pois o sétimo dia só começou após a criação de Eva, a qual fui posterior à de Adão. Visto que a duração do intervalo entre o surto de Adão e o de Eva ainda não foi revelada pelo Senhor Deus, não se pode afirmar quando começará o sétimo milênio da humanida­de ou o reino milenar de Cristo!


A Sociedade Torre de Vigia tem sua sede em Brooklyn (Nova Iorque, EUA), de onde espalha pelo mundo numerosos livros e panfletos, assim revistas Sentinela e Despertai!


Doutrina


1) As testemunhas de Jeová são contrárias a todas as formas de religião existentes (inclusive o protestantismo e o catolicismo). Para eles, religião significa idolatria ou apostasia, e é obra diabólica. E por quê? Ensinam a imortalidade da alma. Com isso, tornam-se cúmplices do demônio, que quis contradizer a Palavra de Deus: “No dia em que comeres, morrerás (Gn 2,17). O demônio, embora esteja consciente da condição mortal do gênero huma­no, ensinou-lhe, ao menos, a crer na imortalidade da alma.


2) Existe um Deus único que, para se diferenciar dos outros deuses do mundo pagão, quis revelar a Israel o seu nome próprio: Jeová ou Jeová Deus.


O nome “Jeová”, dizem, passou para plano secundário, principalmente após a morte dos apóstolos. Recentemente, porém, Deus quis despertar os seus fiéis para proclamarem Jeová Deus.


Em Deus não há três pessoas. O mistério da Santíssima Trindade parece absurdo às testemunhas. Com efeito, Deus fez o homem à sua imagem e semelhança; ura, o homem tem uma só cabeça – por conseguinte, Deus não tem três cabeças!


3) Jesus Cristo é a primeira criatura de Jeová, usado como instrumento para a criação de tudo mais. Russel diz que Jesus era Miguel Arcanjo! Quan­do, milênios após a criação, essa criatura se fez homem, a sua natureza foi completamente transformada de

angélica em humana. Quando Cristo morreu na cruz, era meramente homem; a morte foi o seu fim total. Mas um ente­-espírito emergiu do túmulo, criado por Deus, para viver urna vida meramente espiritual. Assim se entende a “ressurreição de Cristo”, conforme as testemunhas.


4) O homem foi criado em condições de bonança paradisíaca; não possui alma imortal. Em conseqüência, a morte vem a ser, para ele, aniquilamento total. Foi satã quem incutiu nos homens a concepção de que a alma é imortal. As testemunhas falam de ressurreição dos mortos. Esta não se dá por reunião da alma e do corpo, mas é entendida como criação de um novo ser.


O homem pecou no paraíso. Desde então, Deus luta contra Satanás; este suscita seus adeptos, ao passo que Deus (Jeová) tem suas fiéis testemunhas.


5) A História é marcada por tal luta. A batalha final de Harmagedon será travada entre Cristo e seus inimigos. Os que vencerem, dentre os homens, serão divididos em duas categorias. A primeira, chamada “Classe Consagrada” ou “Classe Vitoriosa”, será um pequeno rebanho, limitado a 144 mil eleitos. Estes irão para o ar superior, a fim de reinar com Cristo; não precisarão de alimento, e serão recrutados entre as testemunhas de Jeová! Já, porém, que a seita atinge atualmente mais de um milhão de adeptos, cada testemunha tem motivos de ansiedade por não saber quem fará parte deste número seleto de 144 mil. A segunda categoria constará do resto dos homens salvos, ditos “Jonadabs”; serão deixados na carne e no sangue. Esta terra será a sua eterna morada; farão com que ela seja habitada por homens e mulheres, justos e mansos, em ambiente de paz, livres de opressão, doença e morte. Eles se multiplicarão sobre a terra, donde a pergunta: que resultará de uma constante multiplicação de seres humanos neste mundo, isentos de morte para tudo o sempre?


Quanto àqueles que não conseguirem  superar a prova final, serão aniquilados, juntamente com o diabo e todos os seus anjos.


Na vida concreta, as testemunhas são contrárias a várias instituições da sociedade, como a celebração do Natal e a oferta de presentes. São reservados frente à caça e à pesca (em Gn 10,8s, Nemrod, tido como grande caçador, é condenado). Não aceitam transfusão de sangue, pois a vida  reside  no sangue e pertence a Deus só! Tendem a ver as instituições políticas como ampla organização satânica.


Breve avaliação


Toda a doutrina das testemunhas está baseada numa interpretação arbitrária das Escrituras Sagradas. O fundador julgou ter descoberto a mensagem bíblica e desejou recomeçar a vivência da mesma a partir da estaca zero, como se ninguém tivesse entendido o Evangelho até a sua época. Quis dar mais ênfase ao Antigo Testamento do que ao Novo, negando a Santíssima Trindade e a divindade de Jesus Cristo, por isso, as testemunhas já não podem ser consideradas como cristãs.


Não podemos, em breve espaço, refutar todas as informações falsas da seita. Mas daremos um exemplo que mostra bem como as bases da sua interpretação bíblica não se sustentam. Charles Russel era um comerciante que pretendia sondar as Escrituras em tradução inglesa, pois não conhecia o grego e o hebraico. Eis umas das conseqüências desse fato: Russel lia em inglês o texto de Lv 28,16, que, segundo o original hebraico, diz: “Se, apesar disso, não me ouvirdes, punir-vos-eis sete vezes mais pelos vossos pecados”.


Ora, usando somente o texto inglês, Russel interpretava “seven times (more)” como sete tempos ou períodos, em vez de sete vezes.


Para Russel, um tempo equivalia a um ano simbólico, ou seja, a 360 anos ( em vez de 360 dias); sete tempos seriam, pois, 7 x 360 = 2520 anos. Dado que este período de 2520 anos tenha principiado em 606 a. C. ( quando Nabucodonosor começou a ameaçar Jerusalém, dando início à chamada  “era dos gentios”), 606 anos haviam decorridos no início da era cristã, e restavam 1914 anos após o nascimento de Cristo para se ter o fim da “era dos gentios” e a segunda vinda de Cristo (2520 – 606 = 1914). Era como base nesses cálculos que Russel predizia o fim dos tempos para 1914.


Julgue o próprio leitor a validade dessa interpretação, desmentida pela própria história, e de tantas outras interpretações simplórias e fantasistas da Bíblia, sobre as quais se fundamenta a doutrina das testemunhas (…).


Apologética:

A Bíblia dos Testemunhas de Jeová é igual à Bíblia Católica?


Em teoria, todas as Bíblias deveriam ser iguais (…) Mas, infelizmente, não é o que acontece. Com o surgimento constante de seitas, principalmente entre os cristãos, torna-se necessário para os fundadores dessas seitas, legitimar o novo grupo sectário, de preferência usando a Bíblia como justificativa.


Dessa maneira, os grupos mais modestos – financeiramente falando – usam interpretações incomuns de Bíblias clássicas, porém, os grupos mais poderosos – também financeiramente falando – preferem publicar suas próprias Bíblias, fixando por escrito as deturpações que costumam a pregar para seus fiéis.


Este último caso se enquadra perfeitamente aos Testemunhas de Jeová. Quem nunca foi importunado nas primeiras horas da manhã de domingo por missionários Jeovistas? Eles se dizem entendidos nas Sagradas Escrituras, citam versículos de cabeça e manipulam a Bíblia (deles, é claro) com facilidade, encontrando palavras-chaves em questãode segundos…


Volta e meia conseguem “provar”, pela Bíblia, os “erros” das outras religiões (em especial do Catolicismo) e que a salvação provém do Deus Jeová, de quem devemos ser testemunhas.


O que poucos sabem é que a Bíblia dos Testemunhas de Jeová é uma Bíblia adulterada, às vezes de forma grosseira, com o intuito de expressar as falsas doutrinas da seita e enganar os incautos (…) É como diz o ditado: papel aceita tudo.


Esta página, ao contrário das demais que se encontram na área de apologética, é especial, pois tende a aumentar cada vez mais. Ela apresentará, versículo por versículo, as adulterações introduzidas pelos Testemunhas de Jeová em suas Bíblias. É importante lembrar que todos os versículos apresentados aqui não apenas se diferenciam na Bíblia Católica, como também se afastam da Bíblia Protestante. A única semelhança que a Bíblia Jeovista tem com a Bíblia Protestante é o fato de adotar apenas 66 livros, enquanto que a Bíblia Católica possui 73 livros. Porém, quanto à tradução, a Bíblia Católica e a Bíblia Protestante são iguais, o que nos dá a certeza – e que pode ser comprovada pelos originais hebraico, aramaico e grego – de que a Bíblia Jeovista foi completamente adulterada e falsificada. Certamente foi em virtude de grupos como este que São Pedro escreveu: “Nelas [as epístolas de São Paulo] há pontos de difícil compreensão que homens ignorantes e sem firmeza deturpam, assim como fazem com outras Escrituras, para sua própria perdição” (2Pd 3,16). Vemos, aqui, que a própria Bíblia dá a resposta sobre o destino dos deturpadores da Palavra de Deus.


I – Adulterações em geral


Os Testemunhas de Jeová entitulam sua Bíblia de “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas”. Realmente, o verdadeiro estudioso cristão perceberá que se trata de uma “tradução do novo mundo” tamanhas as aberrações e falsificações que foram feitas (…)


Comecemos pela quantidade de livros: os Testemunhas de Jeová, como co-herdeiros da Reforma Protestante, seguem o cânon palestinense de 39 livros para o Antigo Testamento, definidos pelos fariseus reunidos em Jâmnia por volta do ano 90 dC. Isso os afasta dos cristãos católicos e ortodoxos, que seguem o cânon alexandrino de 46 livros para o Antigo Testamento, usado pelos Apóstolos de Cristo.


Portanto, na Bíblia Jeovista faltam 7 livros, a saber: Eclesiástico, Sabedoria, 1º Macabeus, 2º Macabeus, Judite, Tobias e Baruc; faltam, ainda, alguns trechos de Daniel e Ester comuns ao cânon alexandrino.


Contudo, as diferenças não param por aí… No Novo Testamento, a palavra grega Kyrios, que significa Senhor, é arbitrariamente traduzida por Jeová, num flagrante incontestável da negação da divindade de Cristo.


II – A adulterações eventuais


Esta seção apresentará os versículos adulterados existentes na Bíblia Jeovista. Estarão classificados por tema, e, dentro deste, ordenados por versículo.


Lembramos, ainda, que esta seção tende a crescer em virtude da quantidade de modificações encontradas na Bíblia dos Testemunhas de Jeová.


As citações são transcritas da mesma forma como aparecem na citada Bíblia, sem quaisquer acréscimos de pontuação ou uso de sinônimos. Nesta seção usamos a “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas” (Bíblia oficial dos Jeovistas), editada em português em 1967, 1ª edição.


Jesus não é Deus!


Jo 1,1: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era deus.” (pág.1114)


– Sabemos que Jesus é o Verbo de Deus. Note-se, porém, como os Jeovistas distorcem a verdade grafando com “d” minúsculo a expressão “a Palavra era deus”. Isso vai de encontro à doutrina jeovista de que Jesus pode ser chamado de deus (com “d” minúsculo) por ser a criatura mais perfeita de Deus, mas não de Deus (com “d” maiúsculo) porque Ele não é o próprio Deus, indo contra o dogma da Santíssima Trindade. Obs.: “Palavra” pode ser perfeitamente admitida como sinônima de “Verbo”.


Jesus não morreu na cruz, mas numa estaca!


Mt 27,40b: “Se tu és filho de Deus, desce da estaca de tortura!” – Os Jeovistas afirmam que a palavra grega staurós significa poste, estaca, porém, se esquecem que o costume romano era acrescentar uma trave horizontal numa trave vertical fixa para possibilitar a prisão dos pulsos do supliciado. Isso explica porque Jesus foi crucificado e não “estacado”. Note-se ainda que, como o termo “estaca” é genérico demais, acrescentaram as palavras “de tortura”, que não existem no original grego.


Cl 1,20: “e, por intermédio dele, reconciliar novamente todas as [outras] coisas consigo mesmo, por fazer a paz por intermédio do sangue [que ele derramou] na estaca de tortura, quer sejam as coisas na terra, quer as coisas nos céus.”


– v. neste item, nº 1.


Oportunamente colocaremos um artigo explicando melhor as doutrinas jeovistas. Por ora, nos contentamos em apresentar os versículos distorcidos por essa seita pseudo-cristã.

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