16 setembro, 2022

Bíblica Católica ❌ Sola Scriptura.

Muitos protestantes são respeitosos e vivem sua crença com dignidade, mas outros fazem questão de abrir a boca de cinco em cinco minutos para espezinhar a fé católica: “minha igreja segue a briba, a sua não”. É... é muito fácil ler a Bíblia e interpretar tudo torto. Ainda mais quando essa Bíblia é mutilada para esconder algumas verdades ensinadas pelos Apóstolos, como é a Bíblia protestante: em seu Antigo Testamento, faltam os sete livros deuterocanônicos:


Tobias

Judite,

1 e 2 Macabeus

Sabedoria

Eclesiástico

Baruc

partes de Daniel e de Ester.


O termo “deuterocanônicos” significa “segundo cânon”, ou seja, eles foram reconhecidos oficialmente pela Igreja como inspirados (ou seja, canônicos) num segundo momento. Mas a maioria dos cristãos da igreja primitiva já consideravam os deuterocanônicos como inspirados, já que esses livros estavam presentes na Septuaginta, uma versão das Escrituras hebraicas traduzida para o grego, antes mesmo do nascimento de Cristo. Essa tradução foi feita por 72 sábios judeus, por isso o nome “Septuaginta”.


O Papa e os bispos da Igreja reafirmaram a inspiração divina dos sete livros deuterocanônicos em cinco concílios: Roma (ano 382), Hipona (393), Cartago (397) e Trento (1546). A partir da “Deforma Luterana", porém, os protestantes passaram a dizer que esses livros não eram autênticos.


É muito estranho que cristãos que dizem seguir somente a Bíblia arranquem dela as partes de que não lhes convém. Gente... com que autoridade? Bem, vejamos suas três principais justificativas...


1) "Jesus e seus Apóstolos não citam os deuterocanônicos"

Os mutiladores da Bíblia alegam que não aceitam como legítimos os deuterocanônicos porque Jesus e seus Apóstolos nunca citaram nenhuma passagem desses livros. Como nunca citaram? Algumas fontes dizem que os deuterocanônicos são citados no Novo Testamento, no mínimo, 150 vezes, ainda que isso não tenha sido feito de modo explícito. Só pra mostrar um exemplo, comparemos essas duas passagens, uma do Evangelho, outra de um livro deuterocanônico:


“Quando rezardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por causa do seu palavreado.” (Mateus 6,7)

“Na companhia dos anciãos, não sejas falador, não multipliques as palavras em tua oração”. (Eclesiástico 7,15).


Pra quem curte fazer estudo bíblico, aí vão outras passagens para comparar e notar a clara referência no N.T. a textos de livros deuterocanônicos: Mt 6,14-15 e Eclo 28,2; Mt 7,12 e Tb 4,15-16; Lc 12,18-20 e Eclo 11,19; At 10,34 e Eclo 35,15; At 10,26 e Sb 7,1; Mt 8,11 e Br 4,37.

Além do mais, segundo o teólogo americano Joel Peters, o Novo Testamento cita o Antigo cerca de 350 vezes, sendo que cerca 300 destas citações (86%!) foram retiradas da Septuaginta, que continha os deuterocanônicos. Ora, se Jesus e seus Apóstolos utilizavam uma fonte que continha esses sete livros, como poderiam os rejeitar?


2) "Os judeus rejeitam esses livros"

Cerca de 50 anos após a morte de Cristo, um grupo de judeus rejeitou os deuterocanônicos, no sínodo de Jâmnia. Ok... e daí? E O KIKO? Em primeiro lugar, esse sínodo foi motivado, justamente, pela polêmica contra o cristianismo, que eles entendiam ser uma seita de hereges. Então, se os cristãos se baseavam nos deuterocanônicos, nada mais natural do que eles se colocassem em oposição a isso.

Aliás, os judeus desse sínodo eram, em sua maior parte, do ramo do judaísmo farisaico, e não tinham ligação alguma com os discípulos de Cristo.


3) "Os deuterocanônicos têm doutrinas anti-bíblicas"

Mar mininus... larguem mão de ser lesados! Os sete livros cortados da Bíblia pelos protestantes contêm doutrinas anti-luteranas, isso sim! Por isso mesmo foram arrancados, para não expor ainda mais as heresias do pai da “Deforma”.

Imagina se Lutero ia engolir a passagem de 2 Macabeus 12,42-46, que fundamenta a oração pelas almas do Purgatório! Lutero também quis retirar do Novo Testamento livros como Apocalipse, Hebreus e Tiago, mas como o escândalo seria grande demais, seus comparsas protestas o convenceram a não fazer isso. Acharam mais seguro deturpar a interpretação do que invalidar esses livros.

Sobre a Carta de São Tiago, vejam o que diz Luterinho:


“Portanto, a epístola de São Tiago é realmente uma epístola de palha, comparada com as outras, pois não tem nada da natureza do evangelho nela."


Lutero babava de raiva ao pensar na Carta de Tiago, afinal, esse texto diz que “a fé sem obras é morta”, o que torna insustentável a tese protestante da salvação só pela fé, a “Sola Fide”. Queima a carta de São Tiago, Sheofá!


Pensem, amigos: por 11 séculos, toda a cristandade aceitou formalmente como inspirados os livros deuterocanônicos, e por 15 séculos, os aceitou informalmente. Partindo do princípio de que esses são falsos, teremos que dizer que Deus abandonou seu povo por mais de 1500 anos, deixando os cristãos se guiarem por livros sem valor, repletos de falsas doutrinas. Até que chegou Luterinho “ungido”, passou a foice na “bibra”, e deixou tudo no esquema. 


Somente a Escritura?

21 Razões para rejeitar a Sola Scriptura.


“Assim, pois, irmãos, permanecei firmes, e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” 📖2 Ts 2,15


Protex: “Nós cremos somente na Bíblia, e a Bíblia inteira é a única regra de fé para o cristão”.


Para os protestantes, a Bíblia é a única regra de fé, ou melhor, a Bíblia é a autoridade máxima da igreja. Mas será que esta também era a fé dos primeiros cristãos? (Por Cristãos, entenda-se Católicos) 


Talvez você já tenha ouvido esta frase ou algo parecido de um cristão protestante. Ela é, em essência, o significado da doutrina da Sola Scriptura, ou Somente a Escritura, que alega que a Bíblia – interpretada individualmente pelo crente – é a única fonte de autoridade religiosa e é a única regra ou o único critério em quê o crente deve acreditar. Por esta doutrina, que é uma das fundamentais doutrinas do protestantismo, o protestante nega que exista qualquer outra fonte de autoridade religiosa ou revelação divina à humanidade.


A Igreja Católica, por outro lado, afirma que a regra imediata ou direta de fé é o ensino da Igreja. Este, por sua vez, tem suas Fontes da Revelação Divina – A Palavra Escrita, a Sagrada Escritura, e a Palavra não-Escrita, conhecida como Tradição. A autoridade do Magistério da Igreja Católica (chefiado pelo Papa), apesar de não ser ela própria uma fonte de revelação divina, possui a missão de interpretar e ensinar tanto a Escritura como a Tradição. Estas duas formas são as fontes da doutrina cristã, a regra de fé cristã remota ou indireta.


Obviamente, estas duas visões apresentadas são opostas, e aquele que busca seguir Cristo deve ter a certeza de que está seguindo a verdadeira.


A doutrina da Sola Scriptura se originou com Martinho Lutero, um monge alemão do século 16 que quebrou sua união com a Igreja Católica Romana e iniciou a Reforma Protestante. Em resposta a alguns abusos que ocorriam na Igreja, Lutero tornou-se um grande oponente de certas práticas. Como tais abusos de fato ocorriam, Lutero estava correto em se revoltar. Contudo, houve uma série de confrontos entre ele e a hierarquia católica. E à medida que foram evoluindo, as disputas foram se centrando na questão da autoridade da Igreja e – pelo ponto de vista de Lutero – se o ensino da Igreja deveria ser considerado regra de fé legitima para os cristãos.


Crescendo as disputas entre Lutero e a hierarquia da Igreja, ele a acusava de haver corrompido a doutrina cristã e distorcido as verdades bíblicas, e cada vez, mais e mais, ele acreditava que a Bíblia, interpretada por cada indivíduo, era a única regra de fé religiosa para o cristão. Rejeitou a Tradição assim como a autoridade do ensino da Igreja Católica (com o Papa como sua cabeça) como tendo legítima autoridade religiosa.


Um observador honesto poderia perguntar, portanto, se a doutrina de Lutero sobre a Sola Scriptura seria uma restauração genuína das verdades bíblicas ou a promulgação de uma visão pessoal acerca da autoridade da Igreja. Lutero era um apaixonado pelas suas crenças, e foi bem-sucedido em divulgá-las, mas estes fatos por si só não são garantia alguma de que o que ensinou esteja correto. Pelo fato de o bem-estar, e mesmo o destino eterno das pessoas, ser uma aposta de confiança, o fiel cristão precisa estar precisamente seguro neste assunto.


Nos parágrafos seguintes declaramos vinte e uma considerações que ajudarão você, leitor católico ou protestante, a analisar cuidadosamente a doutrina luterana da Sola Scriptura de um ponto de vista bíblico, histórico e lógico, e que mostrará que de fato esta não é uma doutrina bíblica genuína, mas somente uma doutrina humana.


A Doutrina da Igreja vem do ensino oral que Cristo deixou para os Apóstolos. Note que nos primeiros quatro séculos, muitos cristãos nasceram, viveram e morreram, sem mesmo saber quais eram os livros que deveriam compor a Bíblia. Nos primeiros quatro séculos a Igreja vivia somente da Tradição e do Magistério.

Foi com base na Tradição Apostólica, é que o Magistério Católico definiu o catálogo sagrado. Isto mostra claramente que a Bíblia é filha da Igreja e não sua mãe. Como diz meu amigo Professor Carlos Ramalhete: “pode algo maior sair de algo menor?”, é claro que não. A própria Bíblia declara que “A Igreja é a Coluna e o Fundamento da Verdade” (1Tm 3,15).A Igreja é tão anterior à Bíblia que a própria Igreja é citada na Bíblia.

A doutrina protestante “Sola Scriptura”, isto é, “Somente as Escrituras”, não encontra amparo na Tradição Apostólica, no Magistério da Igreja e nem nas próprias Escrituras. Vamos utilizar a própria Bíblia para desmentir tal doutrina:

A Bíblia não contém toda revelação


“Jesus fez muitas outras coisas. Se cada uma delas fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que seriam escritos.” (Jo 21,25) – o testemunho do apóstolo fala tudo, nem tudo que Jesus ensinou e realizou foi escrito, mas ficou mantido na Tradição Apostólica.


“[Jesus] depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando do que respeita ao reino de Deus.” (At 1,3) – o que Jesus ensinou aos apóstolos nestes quarenta dias após sua ressurreição não foi importante? Será que Jesus esteve com eles à toa? A Bíblia não nos relata o que Jesus ensinou neste período, mas a Tradição Apostólica sim.


“Tenho muito a vos escrever, mas não quero fazê-lo com papel e tinta. Antes, espero ir ter convosco e falar face a face, para que nossa alegria seja completa” (2Jo 1,12).”Tenho muitas coisas que te escrever, mas não quero fazê-lo com tinta e pena. Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face” (3Jo 1,13-14) – São João ensinou muitas coisas oralmente.


“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” (Tg 5,10) – São Tiago Menor recebeu tal instrução da Tradição Apostólica, já que em nenhum lugar da Bíblia, Nosso Senhor Jesus Cristo ensina tal coisa.


A Tradição Apostólica tem autoridade


“Assim, pois irmãos, permanceis firmes, e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.” (2Ts 2,15)


“E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para ensinarem outros.” (2Tm 2,2)


“Ó Timóteo, guarda o depósito [a tradição] que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência [gnose].” (1Tm 6,20)


“E [os cristãos] perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações.” (At 2,42)


“E, quando [Paulo, Timóteo e Silas] iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém.” (At 16,4) – forte testemunho da ação do Magistério da Igreja no cristianismo primitivo.


Este é o testemunho da própria Bíblia sobre a doutrina protestante da “Sola Scriptura”.


Paz e bem!


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⚜Dúvidas Católicas (Esclarecendo duvidas sobre a Doutrina Católica)⚜

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