Suicídio (do latim sui, “próprio”, e caedere, “matar”) é o ato intencional de matar a si mesmo. A maioria das pessoas que cometem suicídio tem algum transtorno mental”.
A Organização Mundial de Saúde instituiu o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio e o amarelo a cor escolhida para representar a campanha “Setembro Amarelo”, promovida pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) que tem como objetivo incentivar o diálogo sobre o suicídio para a sociedade. No Brasil, cerca de 12 mil casos de suicídio acontecem por ano. No mundo, esse número passa de um milhão. Essa triste realidade se dá, principalmente, entre os jovens entre jovens de 15 a 24. Acolher a dor de quem sofre, sem julgar nem condenar, e encaminhar a pessoa a um serviço ou profissional de saúde mental, são atitudes bem concretas que podem salvar vidas. “É preciso agir! Um dos aspectos importantes da Campanha do Setembro Amarelo é trazer informação sobre fatores de risco para Suicídio. A depressão é um deles. É importante saber a diferença entre depressão e tristeza. Suicídio: é importante conhecer para acolher, e prevenir. Nós precisamos falar deste assunto e tirar o suicídio desta caixinha de assuntos tabus. Segundo a Organização Mundial de Saúde, de cada dez suicídios, 99 podem ser prevenidos”.
Dentro estes as principais causas de suicídio são: depressão profunda, decepção familiar e amorosa, complexo de inferioridade, solidão, dependência de drogas, transtorno bipolar, anorexia, esquizofrenia, isolamento, baixo autoestima, transtorno de personalidade, devendo muito dinheiro e “bullying” etc. O acesso à arma de fogo aumenta o risco de suicídio em pessoas emocionalmente fragilizadas. Também, há grupos de risco entre os quais podemos citar: homossexuais, bissexuais e transexuais. Eles correm risco porque são estigmatizados injustamente na família, na escola, no trabalho e até na rua. Os transtornos das famílias envolvidas são terríveis.
Pessoas católicas e de outras religiões perguntam: “Quando alguém se suicida, ele se salva?”. Essa alegação de que as pessoas que se suicidam já estão condenadas ao inferno nunca foi um dogma de fé. Antigamente a Igreja Católica, sem a ajuda da psicologia pastoral para a compreensão dessa atitude, aplicou várias sanções para o suicida, como a negação da sepultura eclesiástica, da celebração da missa e orações pela sua alma. Hoje, ajudada pela psicologia pastoral e psiquiatria, a Igreja Católica já vê casos de suicídio sob outra forma e tem grande compreensão, respeito e misericórdia para com aqueles que chegam a tal ponto. Agora há sepultamento em cemitérios cristãos, orações e missa pela alma do suicida. Sem negar que o suicídio é contrário ao amor do Deus vivo e aos seus mandamentos (Não matarás) levamos em consideração a vontade salvifica e a infinita misericórdia de Deus manifestada em Jesus que disse: “Eu vim para que todos tenham vida”: “Aqueles que o Pai me deu, eu não perca nenhum”, e “Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” 1 Tm 2,4. Entramos no mistério da vontade de Deus que quer salvar a todos. Também não devemos julgar alguém nestes casos; isto não nos compete: “Não julguem, para não serem julgados. Pois vocês serão julgados com o julgamento com que julgarem, e serão medidos com a medida com que medirem” Mt 7, 1 -3. Recusando celebrar uma missa, oferecer orações e negar um sepultamento cristão para uma pessoa, significa que estamos fazendo um julgamento que somente Deus tem o direito de fazer. A psicologia pastoral e a psiquiatria nos ensinam que ninguém conscientemente vai tirar sua própria vida. Se o faz, com certeza não está mais consciente do que faz, mesmo deixando recados explicando suas razões.
A vida é de um valor tão absoluto que repugna ao próprio ser humano perdê-la. Lutamos diariamente pela saúde, para evitar acidentes e alongar a vida. Porém, hoje, há entre pessoas idosas o medo do processo de morrer. Elas estão com medo de se tornarem prisioneiras da tecnologia médica nas UTIs. Temem pela dor e sofrimento intolerável, perdendo controle de suas funções corporais, ou morrendo à míngua com demência severa ou Alzheimer. Também se preocupam com a possibilidade de serem abandonadas e se tornarem um peso para outros. Aí, elas pensam sobre o suicídio como solução rápida. Nossa sociedade será julgada eticamente pela forma como responderá a esses medos.
Na biografia de São João Maria Vianney há um fato muito interessante: "Certa vez, São João Maria Vianney, ao celebrar a Santa Missa notou que uma mulher vestida de luto estava no final da igreja chorando, seu marido havia se suicidado na véspera, saltando da ponte de um rio. O santo foi até ela no final da Celebração Eucarística e lhe disse: Pode parar de chorar, seu marido foi salvo, está no Purgatório; reze por sua alma. E explicou à pobre viúva: Por causa daquelas vezes que ele rezou o Terço com você, no mês de maio, Nossa Senhora obteve de Deus para ele a graça do arrependimento antes de morrer."
O Catecismo da Igreja Católica afirma: “Distúrbios psíquicos graves, a angústia ou o medo grave da provação, do sofrimento ou da tortura podem diminuir a responsabilidade do suicida. Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida” CIC. n° 2282/3. Aos familiares que vivem o drama pela perda de um membro nessa forma traumatizante, não devem se culpar pelo suicídio, mas podem e devem confiar na infinita bondade e a misericórdia de Deus.
Ao pequeno sinal de isolamento, tristeza e angústia, busque ajuda psicológica ,trarar o problema no início ajuda ao paciente a se recuperar e até uma cura definitiva. Que a família tenha paciência com seus entes queridos, depois que perder não adianta o remorso.
Há grupos que ajudam pessoas com desejo de suicídio:
- Pascom
- Pastoral da escuta
- Pastoral da sobriedade
- Grupo da RCC plantão de oração.
- Grupos de psicólogos católicos
- Pastoral do aconselhamento.
Procure a secretaria paroquial e se informe.
Rezemos pela igreja e que haja pessoas capacitadas para ajudar essas pessoas!
Deus em Sua infinita misericórdia tenha piedade de todas almas suicidas! Oremos!
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Referências:⤵️
Vatican News
https://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s2cap2_2196-2557_po.html
Nesse site também explica um pouco:
https://www.google.com/amp/s/pt.aleteia.org/2019/09/25/o-que-a-igreja-diz-sobre-o-suicidio/amp
Prof. Felipe Aquino
https://cleofas.com.br/toda-pessoa-que-se-suicida-esta-condenada/
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Tópico relacionado:⤵️
https://m.facebook.com/groups/duvidascatolicas/permalink/3615339558545325/
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⚜Dúvidas Católicas (Esclarecendo duvidas sobre a Doutrina Católica)⚜
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