O Sacerdote, depois de partir o pão sobre a pate1na, coloca um pedacinho da hóstia grande no cálice da comunhão, fazendo a seguinte oração em silêncio:
– “Esta união do Corpo e Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida Eterna”.
Este rito, de profundo significado e simbolismo, pode passar despercebido ao fiel pouco concentrado na celebração. Tal rito advém de duas tradições, uma da Igreja romana e outro da Igreja oriental.
Quanto à tradição latina, até o século IX, quando o Papa celebrava a Santa Missa, na hora da fração do pão, retirava hóstias consagradas em dias festivos e as enviava aos bispos das cidades vizinhas de Roma, bem como aos presbíteros das outras igrejas da cidade; estes por sua vez, colocavam essas partículas no cálice do Sacrifício no momento da liturgia eucarística, significando a união com o Papa e sua presidência hierárquica, a unidade da Igreja. Esta partícula era chamada de “fermentum” (fermento). A partir do século IX, tal rito caiu em desuso, continuando a tradição do próprio celebrante colocar no cálice um pedaço da própria hóstia, significando a unidade e a paz.
Quanto à tradição oriental, o rito de colocar uma partícula da hóstia consagrada no cálice antes da comunhão significa a união das espécies consagradas:
– “Pão e vinho embora separados, não são algo morto, como o sangue separado do corpo. Formam uma unidade, o corpo vivo e glorioso de Cristo. Lembram o mistério da ressurreição de Cristo”
(cf. A Liturgia da Missa, pág.91).
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⚜Dúvidas Católicas (Esclarecendo duvidas sobre a Doutrina Católica)⚜
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